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Microsoft revela sua própria distro do Linux, mas isso não é surpresa

Microsoft introduz a Azure Cloud Switch, sua própria distribuição do Linux voltada à infraestrutura de redes de grandes corporações

4 anos atrás

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Distantes são os dias em que a Microsoft tinha um CEO que odiava o Linux com todas as forças. A bem da verdade a empresa sempre colaborou e trabalhou lado a lado com a comunidade séria da plataforma, enquanto os freetards como Mark Shutlleworth consideravam o Windows um bug, um mal a ser combatido. O tempo passou e vimos quem se saiu melhor.

Indo mais a fundo, Redmond sempre teve visão mais ampla, trabalhando com soluções diversas. Por muito tempo ela manteve o XENIX, um sistema UNIX baseado nas regras impressas na pedra por Dennis Ritchie, e só não dominou o mercado de desktops com anos de antecedência por falta de visão.

Por isso não é tão estranho o anúncio de ontem em que Satya Nadella revelou o Microsoft Azure Cloud Switch, sua distro própria do pinguim.

O atual CEO já provou de diversas formas que a atual Microsoft é uma empresa muito mais aberta a novas possibilidades do que era durante a gestão Ballmer. Nadella entende que para se manter relevante no mercado, a visão de blindar suas soluções não se aplica a uma companhia que vive de vender produtos para diversas plataformas, algo de que a Apple não precisa. Assim, o Windows virou um serviço. O Office migrou com vontade para a nuvem. Soluções como Bing e Cortana serão integradas a produtos dos concorrentes. O que mais faltava?

Para desespero dos freetards, abraçar o pinguim com vontade com foco no mercado corporativo, setor onde eles se gabam que as distros do pinguim dominam. Como Redmond não é boba, ao invés de fornecer um produto similar concorrente ela introduziu o Azure Cloud Switch, uma distribuição Linux própria.

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Com foco na infraestrutura de grandes corporações (portanto, não é para o nosso bico), o ACS é capaz de “depurar, corrigir e testar erros de software” de forma muito mais rápida, de acordo com Kamala Subramaniam, a arquiteta-líder do projeto Azure. Ele seria bem flexível, exigindo menos recursos para desenvolver soluções para datacenters e recursos de rede.

E mais, como a Microsoft não nasceu ontem reforça que o ACS é muito mais eficiente do que o Windows. Se vai ameaçar o mercado de outras distros corporativas é outra história.

O que isso significa? Um grande passo da Microsoft em prol do apoio ao software livre, algo que muita gente ainda não acredita que ela esteja disposta a promover. A verdade é que como uma corporação Redmond sempre esteve de olho em diversas possibilidades, e agora com um CEO mais mente aberta vai investir fundo numa nuvem aberta. E todos ganham com isso.

Fonte: Microsoft.

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