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Veja um Mestre da Disney dar sentido à Realidade Virtual

Realidade Virtual é um daqueles temas que entram e saem de hype, mas nunca chegam a lugar nenhum, por falta de tecnologia e de aplicações, mas agora parece que estamos avançando, com ajuda de Glen Keane, uma das lendas da animação da Disney. Clique e veja um Mestre Jedi brincando com esculturas de luz.

5 anos atrás

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Existem duas tecnologias que nunca me encheram os olhos: holografia e realidade virtual. Holografia em parte por Star Wars, que mostrou uma versão “funcional”, com falhas, “realista” e no mundo real hologramas são projeções vagabundas em vapor ou telas de vidro. Realidade Virtual, idem.

Não que eu não goste quando é bem-feito, a sensação de viajar em um shuttle da Federação no Star Trek Experience em Las Vegas é indescritível, mas é um equipamento de milhões de dólares cheio de dispositivos hidráulicos. Tire isso e é uma tela grande e mais nada. 

Um Oculus Rift da vida não passa sensação de movimento real, se você não estiver se movimentando. Qual a graça de um FPS em RV se você fica parado? E se for pra correr, melhor jogar Paintball.

Eis que entra em nossa história um sujeito chamado Glen Keane. Ele é animador da Disney desde 1974, criou um monte de personagens, como o Bernardo, de Bernardo e Bianca, Tarzan, foi supervisor de animação em Aladdin, Pocahontas, A Bela e a Fera, e também criou a Ariel. Trabalhou antes na série animada de Star Trek, e foi consultor em Wreck-it Ralph, entre outros, muitos outros trabalhos. Ele é uma lenda na comunidade de animação, e ama tecnologia.

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Não, não ESSE Tron, esta imagem tem mais polígonos do que usados para modelar o Tron original inteiro, sem contar a Olivia Wilde.

Em 1982, logo após a invenção do Fogo Gen Keane assistiu Tron (que hoje pode ser renderizado em tempo real em seu smartphone sem nem esquentar a GPU) e resolveu experimentar com os primórdios da computação gráfica, juntou-se com John Lasseter, que depois faria um tal de Toy Story, e produziu um filme de teste, com 30 segundos.

Usando computação gráfica para gerar os cenários, e animação tradicional para os personagens, depois de provavelmente meses saíram com esta ceninha do livro Where The Wild Things Are, do Maurice Sendak:

kurtori — Where The Wild Things Are - Early DISNEY CG Animation Test

O resultado é lindo pra 1982, mas foi muito, muito caro. Fazer daquilo algo prático levaria anos e custaria uma fortuna, felizmente a Disney tinha os dois, e em 1991 o mundo ficou de queixo caído com a cena do salão de baile em A Bela e a Fera. Foi um de bater palmas, nunca antes um desenho animado havia se tornado 3D (no bom sentido) assim:

mochixmochi — Beauty and The Beast - Dancing Scene (English)

Depois de 37 anos Glen Keane deixou a Disney para se juntar à Motorola. Com a aquisição ele agora trabalha para o Google. Em 2014 dirigiu seu primeiro filme, um curta, Duet. Produzido para o Google I/O e vitrine para mídia em Android, É lindo. O primeiro desenho animado em 60 fps, muito além dos 24 fps tradicionais. Assista, 3 minutinhos, vale.

Agora Glen está trabalhando com realidade virtual, usando equipamentos extremamente precisos e pesquisando como utilizar essa tecnologia para criar personagens e contar histórias. No vídeo abaixo temos um sujeito que já viu tudo, já fez de tudo, poderia estar em casa reclamando da quantidade de mergulhinhos do açúcar no chá, mas está desbravando uma nova área. De novo.

A idéia de esculturas feitas de luz, vistas através de óculos de Realidade Virtual é muito instigante. Imagino uma galeria não com Oculus Rift (todo mundo iria se esbarrar) mas com o HoloLens da Microsoft, onde poderíamos percorrer salões “vazios” e apreciar as obras.

Future of StoryTelling — Glen Keane – Step into the Page

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