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Netflix explica por que não quer introduzir visualização offline

Após Amazon Prime lançar visualização offline, CPO da Netflix explica que sua plataforma não liga para o recurso porque ele complica o que deve ser simples

4 anos atrás

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Semana passada a Amazon ganhou alguns pontinhos com os usuários do serviço Prime Video (que infelizmente ainda não chegou por aqui) ao introduzir a visualização offline; assim você poderá baixar seus filmes e séries para seu aparelho mobile, e assistir em movimento sem se preocupar em estourar a franquia de dados. É algo muito bom para quem viaja bastante, por exemplo.

Só que a concorrência não está a fim de abraçar essa novidade. Ao ser questionado na IFA 2015 do por que a Netflix não segue pelo mesmo caminho, o CPO Neil Hunt afirmou que não o fazem por uma razão bem básica: não querem complicar o que precisa ser simples.

Para o executivo a possibilidade de baixar os vídeos para os dispositivos móveis é um recurso que pode parecer útil, mas que a seu ver adiciona uma camada extra de complexidade desnecessária. E diz mais, Hunt acredita que boa parte dos usuários nem saberão utilizar o recurso. Eu questionaria isso se a meta da Netflix não fosse ser uma plataforma que qualquer um possa operar facilmente, de fanáticos por tecnologia a sua avó.

Não acho que esta seja uma proposta atraente. É algo que muitos pedem, mas não tenho certeza de que tanta gente irá usar. Sem dúvida (o recurso) acrescenta uma complexidade considerável à sua vida no Amazon Prime — você tem que se lembrar de que deseja baixar o vídeo.

 

(A reprodução) não será instantânea, você precisa ter espaço disponível em seu dispositivo e precisa gerenciá-lo, e não tenho tanta certeza se as pessoas estão tão atraídas a passar por isso, e de que adicionar o recurso vale a pena.”

Eu não consigo deixar de dar razão a Hunt nesse aspecto (principalmente quando ele lembra que nem todo o acervo da Amazon Prime Video está disponível para download), entretanto seria interessante se contássemos com opções. Sobre isso o executivo diz que o “Paradoxo da Escolha” acaba fazendo mais mal do que bem, criando dúvidas na cabeça do consumidor que não se decide sobre de que forma deseja consumir conteúdo. Com uma opção apenas esse problema não existe.

Hunt acrescentou porém que a Netflix não é tão ingênua a ponto de descartar a hipótese por completo, mas estuda outras formas de fazê-lo:

Eu acho muito mais interessante a seguinte proposta: e se pudermos melhorar a experiência do streaming em lugares que as pessoas desejam consumir conteúdo? Nós podemos levar o Netflix para aviões, hotéis, trens. Não quer dizer que você poderá acessar o serviço a qualquer hora, em qualquer lugar. Mas acredito que se fizermos isso funcionar bem, será uma ideia muito mais interessante do que mudar o comportamento de nossos consumidores.”

Hunt menciona a possibilidade de instalar servidores próprios nesses lugares, com todo o acervo da Netflix armazenado; assim, basta ao assinante fazer login e consumir suas séries e filmes favoritos normalmente. O MO não muda, apenas você passaria a ter mais um dispositivo disponível. Só que isso, segundo o executivo não seria para agora, embora ele acredita ser algo de que seriam capazes de realizar.

Fonte: Gizmodo.

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