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Os jogos e seus personagens suicidas

11 anos atrás

Depois de publicar a notícia sobre um cientista que está usando a engine Source para simular incêndios, fiquei pensando sobre o comportamento dos personagens dentro dos jogos.

Veja só, tente se imaginar em uma situação de risco. Você está lá, no meio de um tiroteio, em uma perseguição automobilística ou qualquer outro lugar e independente do motivo, sua vida corre perigo. Faz parte do instinto animal procurar abrigo, tentar salvar o bem mais importante que temos, a nossa vida, mas nos videogames a coisa não funciona bem assim.

Pegue os FPSs por exemplo. Em qualquer jogo do gênero, ao toparmos com um inimigo, o normal é que eles avancem em nossa direção sem o menor medo de levar um balaço no meio da testa. Talvez a palavra certa aqui seja exatamente essa: MEDO. Os personagens dos jogos eletrônicos parecem não saber o significado daquilo que muitas vezes pode servir como diferencial em sairmos vivos ou mortos de uma determinada situação.

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Eu sei que os videogames servem para nos divertir, mas mesmo em um jogo como o irretocável Call of Duty 4, onde os produtores tentaram mantê-lo o mais fiel possível a realidade, os soldados adversários nem se importam em morrer. A sensação que tenho é que os inimigos dentro de um jogo agem como se fossem abelhas, já que a morte de um indivíduo não fará muita diferença pois muitos outros ainda poderão tentar “defender a colméia”.

Eu não me canso de dizer que, na minha opinião, o que falta mesmo para os jogos passarem para um próximo nível, não são gráficos fotorealistas ou um capacete que permita controlarmos os personagens apenas com o pensamento e sim uma inteligência artificial mais apurada. E talvez essa inteligência fique mais verossímil quando formos capazes de ensinar os “bonecos” a temerem por suas vidas, fazer eles entenderem que se morrerem, não poderão realizar seus sonhos ou voltarem a ver as “pessoas” que gostam. Mas cá entre nós, não é exatamente isso que nós humanos fazemos em uma guerra? Morremos por um suposto bem maior? Perdemos nossas vidas em favor da colméia? É, talvez devêssemos mesmo deixar tudo como está…

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