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Google vai continuar a investir pesado no Android One

Colocando gás no Android One: Google vai rever programa a fim de fornecer dispositivos de entrada ainda mais baratos, com preços entre 30 e 50 dólares

4 anos atrás

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No ano passado o Google introduziu o Android One, um programa muito interessante que visa introduzir smartphones de entrada com qualidade e preços acessíveis nos mercados emergentes. A Índia é o país-piloto e foi seguido por Indonésia, Bangladesh, Filipinas, Paquistão, Mianmar, Nepal, Sri-Lanka e Turquia.

Só que os resultados preliminares não estão agradando Mountain View, que agora anunciou um plano para rever completamente o programa, expandindo-o de forma a beneficiar todas as faixas de consumidores.

A ideia original consistia em fechar parcerias com fabricantes locais, fornecendo diretrizes a serem seguidas de modo a produzir aparelhos baratos e funcionais, que rodariam Android puro. Entre as normas impostas pelo Google estariam os componentes, próximos à seguinte configuração: SoC ARM MediaTek quad-core com clock de 1,3 GHz, 1 GB de RAM, 4 GB de armazenamento interno, câmera principal de 5 megapixels e frontal de 2 MP, suporte a micro-SD, Dual SIM, rádio FM e uma bateria decente.

Isso é importante para manter o preço dos smartphones baixos, que não ser muito alto. Só que mesmo com a melhor das intenções o Android One não está se saindo tão bem quanto a companhia gostaria, o que levou o Google a repensar seus planos. O diretor de gestão do Google Índia Rajan Anandan confirmou o desempenho aquém do programa no país, e revelou as novas medidas que a empresa tomará para mudar o cenário.

Dentro do programa, o preço de venda dos smartphones hoje não pode passar de US$ 100. Como em muitos países emergentes esse ainda é um valor alto, e considerando o que a Microsoft faz com seus Nokias baratinhos é imperativo reduzir o custo ainda mais. Anandan declarou que a meta agora é introduzir no mercado indiano novos aparelhos com preços que variam entre 30 e 50 dólares. Tudo para tornar os smartphones os mais acessíveis quanto forem possíveis.

Anandan diz também que o programa visa introduzir produtos mais adequados a países onde grande parte da população não tem acesso a conexões velozes. Isso explica o recente lançamento de versões offline do YouTube e do Google Maps nesses mercados. A principal motivação em colocar mais smartphones em circulação na Índia é uma projeção de futuro: “estamos aqui porque dentro de dez anos um bilhão de indianos estarão online, e quando atingirmos tal marca acredito que isso fará uma diferença enorme na economia global da internet”.

O Google ainda não disse quem serão os fabricantes parceiros nessa segunda fase, mas tudo indica que serão os mesmos de 2014; no caso da Índia as locais Micromax, Spice e Karbonn. E ainda não há planos de expansão do Android One para o ocidente.

Fonte: Financial Times.

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