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GE e NFL se unem para financiar novas tecnologias de detecção de traumas cerebrais

GE e NFL investem US$ 500 mil em um EEG portátil que funciona com smartphones, capaz de detectar concussões em atletas com facilidade

4 anos atrás

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Ahead 200, o EEG da BrainScope que funciona com smartphones

A NFL pode estar a anos-luz de distância de outras modalidades de esporte no quesito transmissão e marketing, mas a liga enfrenta há anos críticas pesadas no que diz respeito ao bem-estar dos seus atletas. Por ser um esporte de contato para lá de intenso, lesões e fratura são lugar comum e há uma preocupação legítima com danos ao cérebro dos jogadores.

O histórico de concussões na NFL não é dos melhores. A liga vem sendo acusada de varrer para baixo do tapete casos de lesões e há a estimativa de que ao menos um quarto dos jogadores sofrerão com problemas decorrentes das pancadas na cabeça no futuro. Para amenizar isso a NFL se juntou à GE para financiar pesquisas que agilizam o diagnóstico de lesões cerebrais em seus atletas.

Ambas as empresas injetaram US$ 500 mil na BrainScope, uma startup médica especializada em neurotecnologia que trabalha no desenvolvimento de novas ferramentas portáteis de diagnóstico, simples de usar e não-invasivas. O aparelho em questão é o Ahead 200 (na foto que abre o post), um EEG que funciona conectado a qualquer smartphone e que promete, segundo a companhia detectar concussões em atletas pouco tempo depois do acidente. Isso permitirá que os médicos possam ser mais ágeis e precisos no atendimento aos jogadores e por fim, ajude a minimizar os problemas posteriores.

O CEO da BrainScope Michael Singer declarou que o dinheiro será utilizado para conduzir mais e melhores estudos de seu dispositivo junto à comunidade esportiva dos colégios dos Estados Unidos, a fim de garantir que o Ahead 200 possa ser utilizada com resultados satisfatórios em campo. A FDA já aprovou o aparelho em maio último.

Claro, embora a iniciativa da NFL e GE seja voltada a oferecer um melhor atendimento médico aos jogadores da liga, não dá para não dizer que um dos principais motivos é reduzir o número de ações na justiça que os atletas abrem por problemas de saúde. Neste ano um acordo firmado na justiça entre ex-jogadores e a NFL vai custar à liga mais de US$ 765 milhões. Assim sendo, meio milhão para evitar dores de cabeça posteriores (pun not intended) não chega a ser muito.

Com motivos nobres ou não, a iniciativa da NFL e da GE vai ajudar muita gente não só nos esportes, mas em outras áreas da medicina pois um EEG praticamente de bolso é algo que seria muito útil em áreas remotas para diagnosticar diversas doenças. No fim, todos saem ganhando.

Fonte: BrainScope.

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