Apple “Shop” enfim lança novos iPods (ou quase)

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Nova geração de iPod Touch (crédito: Apple “Shop”)

Hoje (15/07) a Apple Store saiu do ar por um momento pela madrugada (final da manhã no Brasil). Quando retornou, estranhamente mudou os permalinks para Apple Shop e a empresa aproveitou a manutenção para também atualizar a linha de iPods, silenciosamente.

Após três anos sem absolutamente nenhuma mudança brusca no hardware, no máximo introduzindo um modelo mais barato, a Apple aproveitou para abandonar o velho Apple A5 dos iPods Touch. No iOS 8.4 e iTunes 12.2 o aparelho é internamente chamado de “iPod Touch 7(iPod7,1), mas estamos falando da sexta geração dos iPods Touch.

Por fora, o iPod Touch 6 continua com as mesmas características físicas do iPod Touch 5, mas sem lugar para a alça.

Tela? A mesma de 4 polegadas desde 2012 (resolução 1136 × 640 pixels, 326 PPI).

Touch ID? Não dessa vez: até para manter o custo baixo, a Apple deixou o mesmo botão físico Home. Por dentro do iPod Touch 6 é que sim vieram as alterações bem significativas de hardware.

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iPod Touch 6: ficou faltando mais cores (crédito: Apple “Shop”)

Processadores? Mesmo sendo concebido como uma versão mais barata do iPhone e sem a função de telefone, o iPod Touch 6 recebeu de cara o processador ARM 64 bits mais recente da empresa, o Apple A8 com clock de 1,1 GHz (290 MHz a menos que o iPhone 6), além do co-processador Apple M8. O SoC deve possuir apenas 1 GB de RAM. Aliás também acho estranho pular do Apple A5 direto para o Apple A8 (o Apple A7 já daria conta), provavelmente alguma atualização futura do Apple Music seria o motivo.

Câmeras? A frontal, Facetime, agora grava em HD. Possui 1,2 Mp e ƒ/2,2. iSight, a câmera principal, traseira, agora possui sensor de 8 megapixels com foco automático e abertura ƒ/2,4.

Até aqui temos basicamente uma versão mini do iPhone 6 mas sem conectividade cellular: no iPod Touch 6 temos apenas Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac e o Bluetooth 4.1. Não fosse pela falta de conectividade 4G/LTE e uma tela tão pequena, teríamos algo bem melhor que o LagunaPad, iPad mini 3 do tio Laguna.

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O restante da linha iPod só ganhou novas cores (crédito: Apple “Shop”)

Com relação ao iPod Shuffle 4 e iPod Nano 7, nada mudou no hardware, exceto as cores da carcaça metálica/plástica dos aparelhos, que agora acompanham as do iPod Touch 6. Sobre as cores dos aparelhos iPod, de uma maneira geral, desapareceram o verde e o azul claro.

Todos os iPods agora vêm com apenas cinco opções de cores: prata, dourado, cinza espacial, azul e rosa. A sexta cor, vermelho, é exclusiva da Apple Store. E por falar em Apple Store (ou Apple Shop num futuro distante), os preços na civilização se mantiveram praticamente os mesmos. Infelizmente vivemos no mato, então vejamos uma listinha das pechinchas:

iPod Shuffle 4

  • 2 GB por 49 dólares ou 399 reais (pô, frete grátis ao menos);

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iPod Nano 7

  • 16 GB por US$ 149 ou absurdos R$ 1.179,00 (pechincha, uau);

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iPod Touch 6

  • 16 GB por 199 dólares ou 1.429 reais;
  • 32 GB por US$ 249 ou R$ 1.779,00;
  • 64 GB por 299 dólares ou 2.099 reais;
  • 128 GB (!), versão exclusiva da loja da Apple, por US$ 399 ou R$ 2.699,00.

·  
Cancelei uma viagem recente. Vou comprar dois de cada, então.

Agora sério: a Apple Brasil deve estar bem pessimista com relação à nossa economia, colocando o dólar Apple acima dos 7 reais. Lembrando que nenhum dos aparelhos citados é fabricado no Brasil, todos os iPods são importados.

Com relação a novos aparelhos Apple, o rumor da vez é que não veríamos o lançamento de um iPad Air 3 este ano, mantendo na linha apenas o iPad Air 1 e 2, pois a Apple lançaria em setembro/outubro um iPad Pro e um iPad mini 4. É um rumor até plausível, afinal iPads não são trocados pelas pessoas todos os anos. Em teoria.

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Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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