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Flash ganha dois novos arquinimigos: Mozilla e Facebook

Todos contra o Flash: Firefox passa a bloquear o plugin automaticamente e chefe de segurança do Facebook pede pelo seu fim

5 anos atrás

flash-villains

A Adobe está pagando caro por não ter modernizado o Flash. Ao ignorar o avanço da internet e tendo mantido o plugin tão pesado quanto sempre foi, a grande maioria das empresas de tecnologia migrou para o HTML5 sem dó. Pior para quem insiste em manter seu site no passado: o Google, entre outros já bloqueiam conteúdo automaticamente em prol de uma melhor performance na navegação.

Agora o Flash pode adicionar mais duas empresas à sua galeria de vilões: a Mozilla e o Facebook.

A última versão do navegador Firefox passou a bloquear o Flash por padrão, sem cerimônia alguma. Ao usuário ficará a decisão de executar manualmente o vídeo ou fazer o mais certo, que é ignorar completamente. Este é mais um golpe para aqueles que ainda veem o Flash como uma ferramenta essencial em suas páginas: a partir de agora quem usa o browser da Mozilla não verá mais nada.

Ainda assim é melhor do que ocorre no Chrome mobile, que avisa nas buscas qual site contém Flash e ajuda a reduzir as visitações dos sites.

A decisão da Mozilla foi anunciada pelo chefe de segurança Mark Schmidt, e todas as versões do plugin foram bloqueadas. Ele informa, entretanto que a empresa ainda apoia a Adobe e liberará o Flash caso seja lançada uma versão livre de todas as vulnerabilidades conhecidas. Eu diria para Schmidt esperar sentado, mas divago. Convém lembrar que o ataque à empresa de segurança Hacking Team revelou novas e graves falhas no Flash.

Enquanto isso, o chefe de segurança do Facebook Alex Stamos fez de Salomé e pediu a cabeça do Flash numa bandeja de prata: em um par de mensagens do Twitter ele disse que a Adobe deveria estipular uma data para a morte do plugin, a fim de preparar as equipes dos navegadores para se prepararem. Ele sugeriu um prazo de dezoito meses, o que seria suficiente para todos se desvencilharem do Flash de vez.

 

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A falta de segurança é uma das principais reclamações dos desenvolvedores desde sempre, mas o movimento anti-Flash só tomou força quando Steve Jobs publicou a famosa carta aberta em 2010. De lá para cá o HTML5 tomou força e cada vez mais sites abandonaram o plugin da Adobe, que ou não consegue acompanhar a evolução ou se recusa a fazê-lo. Então é melhor para todos que ele deixe de existir de fato.

Fonte: The Verge.

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