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IBM revela processadores com arquitetura de 7 nanômetros

IBM apresenta processadores fabricados com processo de litografia de 7 nanômetros; chips são 50% menores e comportam até 20 bilhões de transístores

4 anos atrás

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Se existem feiticeiros, esses são os técnicos da IBM. A companhia pode não ser mais a gigante de outrora, o leviatã que Steve Jobs odiava (e que hoje anda de mãos dadas com a Apple) mas que foi devidamente implodida por Bill Gates, mas sua divisão de P&D ainda é uma das, senão “a” mais avançada do planeta.

Hoje a companhia reforçou que não está para brincadeira ao anunciar a primeira leva de processadores impressos com o processo de litografia de míseros sete nanômetros. A empreitada é o resultado de cinco anos de pesquisa, US$ 3 bilhões de investimento e uma parceria com a GlobalFoundries, a State University of New York e a Samsung.

Atualmente o padrão da indústria são chips impressos no processo de 14 nanômetros, em fase de transição para o de 10 nanômetros. Cogitou-se inclusive que o processo atual seria o limite da Lei de Moore, e muitos fabricantes chegavam à conclusão de que chegamos ao limite físico da miniaturização dos transístores em chips de silício. Muitos veem o grafeno como uma saída, mas o fato é que nenhuma das soluções apresentadas hoje serão disponibilizadas a curto prazo.

A Intel, que durante décadas foi a líder no desenvolvimento de novos processadores, vem passando por dificuldades técnicas nos últimos anos, o que inclusive atrasou o lançamento da linha Skylake. Chegar a tal nível de miniaturização já era possível, mas perdia-se muito em performance final e também os fabricantes parceiros não se sentiam animados o bastante em aceitar o processo como uma vantagem real.

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Michael Liehr (esq), da Faculdade de Ciência e Engenharia em Nanoescala da State University of New York e Bala Haranand, da IBM examinam o wafer de silício-germânio com os novos chips

O sucesso da IBM fará valer a Lei de Moore no entanto por pelo menos mais uma geração de processadores. Isso foi possível com um wafer (a base para a produção dos chips) que utiliza uma liga de silício e germânio, permitindo a produção de transístores mais rápidos e que consomem menos energia, podendo ficar mais próximos uns dos outros sem que haja interferência. Assim é possível atochar até 20 bilhões de transístores em uma área 50% menor do que os chips de 10 nanômetros, que contam com 25% dessa quantidade de componentes.

A pesquisa dos chips de 7 nanômetros ainda não está concluída, a previsão é que eles cheguem ao mercado somente em 2018. A GlobalFoundries será a empresa responsável pela manufatura dos processadores, enquanto a IBM poderá licenciar a tecnologia para parceiras como Qualcomm, Broadcom e AMD.

A TSMC e a Intel possuem suas próprias pesquisas, a primeira promete chips de 7 nanômetros para 2017 e a segunda não estipulou prazos. A Samsung, que é parceira da IBM na produção dos chips já declarou, para espanto de muitos ser capaz de produzir processadores de 5 nanômetros, algo que quase ninguém levou a sério dada a dificuldade de produzir os da geração atual (a título de comparação, uma fita de DNA mede 2,5 nanômetros). Porém, o anúncio de hoje indica que talvez os coreanos não estejam exagerando afinal.

Fonte: NY Times.

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