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Facebook terá que divulgar dados para provar que apagou vídeo de revenge pr0n

Holandesa processa Facebook por vídeo de Revenge Pr0n divulgado na rede social; empresa terá que divulgar arquivos para provar que deletou o conteúdo

4 anos atrás

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O Facebook tem sérios problemas no que diz respeito à filtragem do que as pessoas postam. Nas regras qualquer tipo de material sócio-educativo e/ou violento é proibido, mas já pegamos vários casos em que fotos de mulheres decapitadas ou de vídeos de festas de arromba eram compartilhadas sem o menor problema, enquanto os estagiários barravam fotos de cotovelos e de mães amamentando.

Revenge Pr0n é a mesma coisa. O Facebook jura de pé junto de que leva suas regras à risca, deletando o material e as contas dos envolvidos, mas um caso recente acabou levando o site à justiça. Onde? Europa, claro.

Um desocupado holandês resolveu que seria muito divertido expor a ex-namorada ao escárnio público e subiu na rede social um vídeo de ambos durante seus momentos mais calientes e pior, de uma época em que ambos ainda eram menores. Pois bem, o Facebook diz que o vídeo só ficou no ar por uma hora, e atomizou tanto o conteúdo quanto a conta do engraçadinho. Só que para a garota, hoje com 21 anos isso não é nem de longe o suficiente, já que o vídeo foi baixado por muita gente e pode ser repostado em outros lugares.

Assim sendo ela entrou com um processo contra o Facebook, exigindo entre outras coisas a confirmação de que o vídeo foi de fato eliminado. A rede social diz que sim, mas a Corte Distrital de Amsterdã julga que declarações não são o suficiente; assim sendo a rede será obrigada a abrir o acesso de seus dados a profissionais especializados, que se encarregarão de passar o pente fino em seus servidores.

No entendimento da corte a ação tem outros motivos: não só garantir a eliminação do vídeo como os dados praticados pelo ex-namorado não podem ser recuperados em nenhum outro lugar, e as declarações da rede social de que não mais possuem os mesmos devem ser verificadas.

O Facebook se recusou a comentar o assunto.

Fonte: VentureBeat.

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