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Apple Music não vai aniquilar a concorrência, mas deve conquistar seu espaço

Apple Music não tem nada de tão revolucionário, e nem mesmo uma versão gratuita, mas tem ingredientes de sobra para encontrar seu lugar ao sol no disputado mercado de música streaming.

4 anos atrás

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A Apple anunciou ontem em seu keynote na WWDC o lançamento do serviço de música streaming Apple Music, disponível no final deste mês para iOS, OS X e PC e em breve para Android. O Apple Music está baseado em três pilares, o serviço de música streaming (incluindo playlists personalizadas para cada usuário), a rádio Beats 1 e o Connect, uma tentativa de aproximar os artistas de seus fãs, e também de abrir um canal de divulgação e interação para novos artistas.

O Apple Music traz a imensidão do catálogo de música da Apple, todo disponível para assinantes fazerem o que quiserem, inclusive baixar álbuns e músicas para ouvir offline, com cerca de 30 milhões de músicas disponíveis, mais ou menos a mesma coisa que o Spotify. Nem todo o catálogo do iTunes estará disponível no entanto, e segundo o The Verge, a discografia dos Beatles por exemplo, ainda não poderá ser escutada via streaming, pelo menos nesta primeira fase.

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Um dos maiores atrativos do Apple Music é a tradicional facilidade de uso dos apps da Apple, além da inclusão de playlists com curadoria de DJs e entusiastas de música que promete facilitar a vida de quem quer descobrir coisas novas para escutar. Quando você começa a usar o Apple Music, precisa escolher em bolas quais são os seus gêneros e artistas favoritos, e todas estas informações alimentam a seção For You, que mostra playlists e rádios das bandas pelas quais você se interessa mais.

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A grande aposta da Apple é mesmo a rádio Beats 1, inspirada na BBC 1 e focada em jovens adultos, e que se tudo sair conforme o plano deve funcionar para atrair as novas gerações para o Apple Music. O DJ Zane Lowe é o mentor do projeto, o responsável pelo sucesso da BBC Radio 1, tem a faca e o queijo na mão para fazer algo legal. Disponível para qualquer pessoa, mesmo quem não tem conta, ela é a porta de entrada do serviço, e também a sua cara. As rádios do Beats 1 terão sedes em Los Angeles, Nova York e Londres e terão programação inédita 24 horas, 7 dias por semana com entrevistas, especiais e etc.

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E chegamos ao terceiro atrativo do Apple Music, o Connect. O grande medo da Apple é que o Connect acabe virando uma nova e chique versão do Ping, aquele famoso serviço da empresa que ninguém nunca usou. Em seu favor, o Connect funciona mesmo para quem não tem conta no Apple Music e pode ser compartilhado pelo Twitter e o Facebook. A decisão de levar o Apple Music para o Android também é uma boa ideia, afinal o mercado de smartphones e tablets da concorrência não pode ser ignorado.

Será que é o suficiente para deixar os concorrentes Spotify, Google Music e Pandora preocupados?

Acho que não, cada um tem o seu espaço e não devem ser muito afetados pela chegada do Apple Music. De uma forma geral, acredito que o serviço da Apple poderia fazer muito mais sucesso se tivesse uma versão gratuita, mas mesmo assim tem tudo para ocupar o seu lugar ao sol no mercado de música streaming, até mesmo pois já começa com uma excelente plataforma de lançamento, os milhões de iPhones e iPads que já estão por aí nas mãos dos seus usuários em potencial. Não, o Apple Music nada tem de revolucionário, mas pode sim fazer um bom sucesso e abrir o mercado de música streaming para milhões de novos consumidores.

Saiba mais sobre o Apple Music.

Clique abaixo para assistir aos vídeos de lançamento da Apple.

http://www.youtube.com/watch?v=BNUC6UQ_QvgApple Music — Worldwide

http://www.youtube.com/watch?v=9-7uXcvOzmsApple Music — History of Sound

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