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Com certeza Freddie Mercury amaria esse órgão gigantesco. (e a Ada também)

Bill Gates, Freddie Mercury, Ada Lovelace, Charles Babbage. O que essas pessoas tem em comum? Muita coisa. Graças ao trabalho delas conseguimos apreciar algo tão lindo quanto um órgão de 1905 tocando Bohemian Rhapsody.

4 anos e meio atrás

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Em 1837 Charles Babbage propôs uma máquina ainda mais avançada que sua Máquina Diferencial, um computador primitivo que se se mostrou complexo demais para ser construído. Chamada de Máquina Analítica, a segunda máquina seria capaz de realizar todo tipo de cálculo, só que para isso precisaria ser… programada.

O conceito ainda não existia. Felizmente uma das poucas pessoas do mundo que conseguia conceber a Máquina Analítica era Lady Ada Lovelace, que se não tinha uma vida social tão animada quanto sua irmã Linda, era uma exímia matemática em uma época onde mulheres se resumiam a máquinas de fazer louça e lavar filhos.

Junto de Baggage, que a chamava de Encantadora de Números, Ada criou o conceito de algoritmo, escreveu o primeiro software e utilizou cartões perfurados para armazená-lo. Algo que é usado até hoje.

A Máquina Analítica de Babbage preenchia todos os requisitos de uma Máquina de Turing, algo que só foi repetido completamente por computadores modernos em 1946. O monstro mecânico de Babbage tinha loops e até IFs.

Até hoje dada a falta de instruções não se conseguiu construir uma Máquina Diferencial, uma bem mais simples foi finalmente construída e testada. Em 1990.

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Lady Ada, Condessa de Lovelace é considerada Mãe da Computação, e sua ousadia de escrever software para uma máquina que ainda nem havia visto, ou sequer existia vem sido mantida viva. Margareth Hamilton fez o mesmo com o computador da Apollo.

Outra tecnologia que foi mantida foi o uso de cartões perfurados como meio de armazenamento de softwares. Bill Gates usou um leitor de fita perfurada para programar o Altair 8800 com o BASIC desenvolvido por ele e Paul Allen. Eis ela aqui:

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Outro uso para essa tecnologia é… música. Pianolas no Velho Oeste usavam fitas de papel com furos. Instrumentos mais complexos também podiam ser programados, inclusive aqueles órgãos enormes de igreja, com várias vozes, percussão, etc… Tipo esse Marenghi aqui, de 1905.

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Um sujeito programou nada menos que Bohemian Rhapsody, que deve ter sido um trabalhão, pois dificilmente há máquinas para perfurar os cartões, então o trabalho foi todo manual. E nem vou entrar na complicação de modificar o arranjo da música. Clique no vídeo, veja e ouça o trabalho de tantas pessoas, separas por Séculos, se combinando para criar algo sublime:


pianosynthorgan — Bohemian Rhapsody Played by 100+ year old fairground organ

Fonte: Reddit.

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