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Yahoo salvou Community do cancelamento mas não da pirataria

Notícia boa: Community voltou, graças ao Yahoo. Notícia ruim: você não pode assistir, pois em pleno 2015 uma produção original de uma empresa de internet é bloqueada geograficamente. Thanks, Yahoo!

4 anos e meio atrás

Community é uma série cult que conseguiu o feito de tornar o Chevy Chase, mesmo que momentaneamente, relevante de novo. A química entre os personagens é excelente, as piadas são ótimas e as mulheres são bonitas, mas a Annie é muito jovem então procuramos não sexualizá-la.

A série já teve episódios em stop motion, animados, todos passados em um videogame de 16 bits e até um episódio parodiando GI JOE, com direito a animação ruim anos 80, dubladores originais e comerciais de brinquedos.

Como sempre acontece Community teve uma trajetória pedregosa, não tinha como competir com comédias fáceis, o criador, Dan Harmon acabou saindo, Chevy Chase brigou com todo mundo e saiu, depois o criador voltou, mas no final da 5ª temporada Community já era.

Felizmente em tempos de Netflix séries com audiência leal podem ter uma segunda chance na internet, e o Yahoo apareceu como salvador da pátria. Assumiram os custos de produção e disseram: Community continua, online, de graça!


jON3.0 — Community: Age of Yahoo (Season 6 Promo)

No mundo inteiro os fãs comemoram. Cedo demais. O Yahoo investe pesado na criação e distribuição de conteúdo, mas ainda pensa como um canal de TV dos anos 50. Faz os mesmos acordos de licenciamento: em vez de usar seu considerável poder de negociação e transformar a série em um evento mundial, só exibe para EUA e UK.

Ao acessar o Yahoo! Screen tomamos na cara:

“Sorry! The content provider has not given us the rights to play this video in your location.”

Ué, na abertura falam “A Yahoo! Original”. Eles SÃO o content provider. Como o Yahoo quer entrar no século XXI agindo como a DESILU ou a United Artists em 1947?

Como fã de Community sou eternamente grato ao Yahoo! por ter trazido a série de volta, já como usuário de internet só posso achar a atitude de restringir geograficamente algo RIDÍCULO E ANACRÔNICO. Ainda mais quando vemos lançamento simultâneo mundial de House of Cards.

Quem nasceu pra Marissa Mayer nunca chega a Claire Underwood.

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Claro, na locadora do Paulo Coelho não há restrições geográficas, os dois primeiros episódios já estão lá e estão excelentes.

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