The Atlas of Beauty — mulheres bonitas em todas as partes do mundo

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Em todos estes anos ensinando fotografia, 99,9% das pessoas que me procuram para aprender essa nobre arte (não tocar na discussão se fotografia é arte ou não) estão querendo entrar no mercado profissional. Mais especificamente estamos falando de fotografia de eventos, onde o grande alvo são os casamentos. Sim, é onde conseguimos ganhar mais dinheiro, mas não diria que esse caminho é o mais certeiro. Sempre digo para os iniciantes que o principal é gostar da fotografia como prática, e não apenas como ferramenta de subsistência. Digo que o importante é ter um projeto fotográfico. Aprender as nuances da fotografia através de um tema que lhe seja interessante, rico e divertido. Trabalhar um projeto com unidade formal, unidade temática e, principalmente, um conceito que se explique não somente pelas imagens, mas por uma necessidade de entendimento. Depois de desenvolver sua técnica através destes conceitos, você pode encarar qualquer tema da fotografia, pois você treinou seu olhar e não as receitinhas de bolo que são ensinadas nos atuais cursos e fotografia.

Mas, essa é apenas uma pequena introdução para falar de um projeto fotográfico que é bacana não apenas pelas belas imagens que gerou, mas por conta da realização pessoal em colocar em prática um objetivo. Em 2013 a fotógrafa romena Mihaela Noroc de 27 anos protagonizou uma reviravolta em sua vida ao largar o seu emprego “chato” e utilizar todas suas economias para viajar o mundo e capturar a beleza de mulheres das mais diferentes etnias, credos e culturas. Segundo a moça, que fala fluentemente 5 línguas, já foram visitados 37 países (inclusive o Brasil) e foram capturados centenas de retratos de mulheres cercadas por sua cultura (particularmente adoro o retrato da índia no Amazonas). Mihaela aponta que a beleza está em todo lugar e que “Não é uma questão de cosméticos, dinheiro, raça ou status social, mas mais sobre ser você mesmo”.

Todas as mulheres fotografadas estão na mesma faixa de idade da fotógrafa. A preferência foi por mulheres com pouca maquiagem e os enquadramentos foram muitos parecidos. Como parte da unidade formal ainda podemos indicar o uso da profundidade de campo em quase todos os retratos. Embora alguns ensaios tenham sido mais elaborados, a fotógrafo também praticou o velho truque de parar as pessoas na rua e pedir para fazer uma foto. Nesse caso, alguns dos retratos foram feitos em apenas 30 segundos de trabalho. Um belo desafio. O resultado desta empreitada pode ser encontrado no site  The Atlas of Beauty. Atualmente Mihaela está fazendo captação de recursos entre seus fãs para financiar uma segunda viagem para finalizar o projeto com início previsto para junho de 2015. Depois disso a intenção é editar um livro com o melhores retratos desta empreitada.

The_atlas_of_beauty_Amazonian

The_atlas_of_beauty_Colombia

The_atlas_of_beauty_Iran

The_atlas_of_beauty_Maori

The_atlas_of_beauty_Myanmar

The_atlas_of_beauty_Rio-de-Janeiro

Fonte: Petapixel.

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams "Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio".

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