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SACS, o cabo submarino ligará o Brasil à África em 2016

Previsto para operar em 2016, o SACS, cabo submarino de 40 terabits por segundo da Angola Cables, vai ligar o Brasil (Fortaleza) à África (Luanda). Saiba por que ele é importante.

5 anos atrás

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Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção [Ceará] e Fortaleza de São Miguel de Luanda (créditos: Legião da Infantaria do Ceará e Angola Oil)

Desde 1580, Portugal estava ligado ao Império Espanhol. Enfraquecido, o então Império Colonial Português sofria um verdadeiro ataque do Império Neerlandês em suas colônias ultramarinas.

Em 1624, os holandeses tomaram o controle de vários territórios no nordeste do Brasil e em 1641 eles ocupariam Angola. Sete anos depois, os angolanos e portugueses expulsariam os holandeses da colônia portuguesa na África. Em 1654, foi a vez do Brasil se ver livre do domínio holandês.

As duas belas fortificações acima são testemunhas de tal período. E ano que vem elas estarão mais próximas, pelo menos no que tange às telecomunicações.

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South Atlantic Cable System, ligando Fortaleza a Luanda por 6.500 km de fibra óptica (crédito: SCM)

Seis mil e quinhentos quilômetros. Esse é o comprimento previsto para o sistema de cabos submarinos que ligará Angola ao Brasil. Ele será constituído por quatro pares de fibra óptica, com capacidade total de 40 Tb/s (terabits por segundo) com largura de banda de 100 × 100 Gb/s cada par. É uma capacidade semelhante ao cabo da Telebras e IslaLink, que vai ligar o Brasil à Europa.

A responsável pelo South Atlantic Cable System (SACS) é a Angola Cables. Segundo o presidente da empresa angolana, António Nunes, o investimento é de US$ 160 milhões e a instalação começará em breve: o SACS seria o primeiro cabo submarino no Hemisfério Sul a ligar diretamente o Brasil à África por meio de empresas locais.

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O cabo em si custa US$ 160 milhões, mas o projeto todo custará 278 milhões de dólares (crédito: Menos Fios)

O continente africano possui atualmente a maior taxa de crescimento mundial no número de usuários de internet. Um projeto assim posiciona Angola como um ponto estratégico no setor de telecomunicações, pois trata-se de um belo link alternativo para ligar a África à Europa e Estados Unidos. A previsão para o início das operações é no final de 2016.

Bom lembrar que os lares angolanos possuem média de conexão de 6,6 Mb/s (download); taxa que poderia ser bem melhor e atualmente é metade da brasileira, por incrível que pareça (pensei que nossa situação estivesse pior).

No lado brasileiro, a maior vantagem é uma conexão mais direta ao continente asiático, sem passar pela América do Norte e Europa. A Angola Cables vai operar sozinha o SACS e, para as extensões no Brasil, ela fará parte de um consórcio que contará com parcerias em nosso país mas ainda não foram reveladas quais serão.

É, com mais essa rota alternativa, a NSA vai ter bastante trabalho para espionar nosso país. 😛

Fonte: Macau Hub.

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