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Sony estuda vender divisão mobile para conter a crise

CEO Kazuo Hirai diz que divisão mobile da Sony previsa ser revista com urgência, o que muitos entendem como uma possibilidade de que ela seja vendida

5 anos atrás

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A coisa continua feia para a Sony. A projeção de 2014 não está muito boa, o sangramento em suas divisões, principalmente a de dispositivos móveis ainda não foi controlado e embora esteja rendendo bons lucros, é fato que a divisão PlayStation não vai segurar a gigante japonesa sozinha por muito tempo.

Depois de vender a divisão Vaio e tornar a linha de TVs uma subsidiária, o CEO Kazuo Hirai admite que mesmo a linha Bravia e a divisão mobile precisam ser revistas com urgência de modo a colocar a empresa de volta nos eixos, o que muitos estão entendendo como uma possível venda da linha de smartphones e tablets.

De acordo com fontes a Sony não conseguiu atingir a meta de 50 milhões de smartphones vendidos, e prevê um prejuízo de US$ 1,9 bilhão no fechamento do ano fiscal em março. As perdas vêm principalmente da divisão mobile, principalmente por decisões erradas tomadas nos últimos anos como uma grande quantidade de dispositivos lançados. Tomemos por exemplo a linha Xperia Z, os aparelhos top de linha da Sony: sua janela de atualização é de míseros seis meses. Nem a Samsung, que substitui o último da linha S pelo Note seguinte e vice-versa como carro-chefe (apenas para fins de marketing) ousou ir tão longe em sua loucura de trocentos smartphones lançados todo ano.

Isso depõe contra a imagem da Sony Mobile, mesmo que ela não raramente cometa os aparelhos mais belos e elegantes da plataforma Android. Como ela não vende tanto quanto Samsung, LG e Motorola o prejuízo se acumula, levando ao sangramento descontrolado da divisão.

Boatos sobre uma possível venda da divisão mobile circulavam há tempos, o que não seria surpresa: depois de se livrar da linha Vaio esse seria apenas mais um passo. Embora nada tenha sido confirmado, a última declaração do CEO Kazuo Hirai deu a entender que a venda é uma possibilidade que pode vir a ser considerada, ao entender que suas propostas de reforma “deram certo em alguns setores, mas não em outros”:

Eletrônicos em geral, assim como entretenimento e finanças continuarão a ser negócios importantes. Porém há algumas operações que precisam ser lidadas com cuidado – TV e setor mobile, por exemplo.

Já o analista do CityGroup Kota Ezawa diz que a estratégia empregada pelo atual diretor da divisão mobile Hiroki Totoki, que consiste em focar na linha de ponta e cortar gastos não foi o suficiente para estancar o sangramento. E acrescenta:

Ambas divisões (mobile e TV) precisam de revisão urgente. Sem reformas drásticas como joint-ventures e alianças, ambas estarão no vermelho daqui a pelo menos três anos.

Uma venda poderia ajudar a Sony a se livrar de uma divisão que só tem dado dor de cabeça nos últimos tempos, mas sua saída do mercado mobile não lhe seria benéfica a longo prazo. E quem compraria? A JIP, que comprou a divisão Vaio está interessada em entrar no mercado mobile, e poderia adquirir mais essa parte da gigante japonesa, mas tudo ainda é só especulação.

É possível que a Sony esteja esperando o fim do ano fiscal para dar novos passos, mas tudo o que podemos fazer é aguardar. E especular.

Fonte: R.

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