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Windows Phone — em 2014 foi sinônimo de celular baratinho (inclusive no Brasil)

Lumia 520 é o Windows Phone mais popular no Brasil e o valor médio pago pelos smartphones nas lojas caiu para R$ 590. No país, Microsoft seria sinônimo de celular low-end?

5 anos atrás

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Samsung ATIV S e Motorola Moto X 2014 (Crédito: tio Laguna)

Se há uma boa dica para se vender celular no Brasil é conquistar o cliente pelo preço. Claro que o aparelho em si deve aparentar ter boa qualidade de construção e, se possível, rodar a maioria dos aplicativos mais populares.

Somando tais detalhes, não é difícil perceber como as linhas 2013/2014 dos smartphones (e acessórios) Android da Motorola venderam horrores por aqui. Algo péssimo para as inimigas, em especial a Microsoft.

No terceiro trimestre de 2014, 91% dos 15,1 milhões de smartphones vendidos legalmente no país foram de aparelhos com Android. Quem disputa os outros nove por cento? Windows Phone e iOS. E a Microsoft enfim ultrapassou a Apple no Brasil.

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Com aparelhos como o Lumia 630, a Microsoft venceu a Apple no Brasil (Crédito: WinBeta)

A culpa? Preço. Enquanto a Apple vai colocando a culpa no dólar e no Custo Brasil para ir aumentando cada vez mais os lucros no país, o valor médio dos smartphones comprados nas lojas brasileiras caiu dos 700 reais (no segundo trimestre de 2014) para R$ 590. Que aparelhos correspondem a tal patamar de preço?

No Android, temos opções como Moto E com TV e Zenfone 5. No Windows Phone, temos o Lumia 635 (4G) e aparelhos ainda mais baratos como o Lumia 630 e o Lumia 530. Sobre estes dois últimos, eles vieram para substituir o Lumia 520.

E é justamente o Lumia 520 o aparelho que continua sendo o mais popular Windows Phone do mundo. Considerando apenas os downloads da loja do Windows Phone, o Lumia 520 representa quase 30% de todos os downloads de apps.

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Lumia 520 ainda é o aparelho mais popular da Microsoft (Crédito: Building Apps for Windows)

Vejam aí que a maior parte dos downloads vieram de aparelhos mais simples, com 512 MB de memória principal ou menos. Embora o Windows Phone não seja um sistema operacional tão comilão de memória RAM quanto o Android, alguns aplicativos como jogos só rodam nos aparelhos com 1 GB de RAM ou mais. Outro detalhe: aparelhos com maior memória principal têm mais chances de receber mais atualizações e mais recursos no futuro.

Possível atualização para o Windows 10 parece ser a menor das preocupações para quem compra um Windows Phone, pois o povo parece só querer o sistema mais barato e o menos complicado. Aliás, a Microsoft vai lançar no Brasil a cobrança da loja do Windows Phone direto na conta da operadora, ou seja, em vez de o usuário colocar o cartão de crédito para comprar um app, vai bastar ter crédito no celular.

O tio Laguna especula que quem compra um Windows Phone mais caro só deseja um smartphone com câmera decente sem ter que pagar caríssimo por um iPhone. E essa pessoa não depende muito dos aplicativos do Google. Sendo válidas tais suposições, posso então concluir que a maioria dos clientes dos celulares da Microsoft aparentemente vieram de alguma frustração com Android barato.

Espero que em 2015 a próxima geração dos Lumia consiga fazer com que o sistema seja algo mais que “celular baratinho sem Android”.

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