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Review: ASUS Zenfone 6, o foblet que é quase um tablet

Confira nosso review do Zenfone 6, o smartphone tamanho família da ASUS que conta com processador Intel e precinho camarada!

5 anos atrás

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A chegada da ASUS no mercado brasileiro de smartphones teve bastante pompa e circunstância. A linha Zenfone desembarcou com preços agressivos e hardware decente, sendo seus modelos equipados com processadores Intel. O Zenfone 5 foi o primeiro disponibilizado por aqui, e antes do Natal a ASUS disponibiliza o Zenfone 6, um foblet muito próximo de seu irmão menor, mas com alguns atrativos que possam fazer valer a compra.

Após passar duas semanas com esse aparelho, vamos ver onde a ASUS acertou e errou com ele.


Primeiras impressões

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A primeira coisa que chama a atenção é o tamanho: o Zenfone 6 é um foblet ENORME, até para os padrões da categoria. Com 166,9 mm de altura, 9,9 mm de espessura e peso de 200 gramas ele é praticamente uma lajota (aliás, foi esse o apelido carinhoso que eu dei à ele durante o período em que o testei), beirando as dimensões de um tablet. Sem exagero.

Eu vivo dizendo que como possuo mãos grandes e dedos mais longos, smartphones de telas grandes não chegam a ser um problema para mim, mas com esse gadget isso não ocorreu: suas bordas largas (algo que ocorre também com o Zenfone 5) e a traseira levemente abalroada — embora confira uma pegada confortável — o fazem ainda maior, a ponto de ser o primeiro smartphone que ficou desconfortável no meu bolso. Se você carrega seus aparelhos numa bolsa, não há problema; caso contrário, é um ponto a se considerar.

Apesar disso o ato de segurar o Zenfone 6 é confortável; ele não transmite insegurança e seu acabamento frontal na base, com linhas concêntricas é bem bonito. Outro ponto que pode não agradar muita gente é a presença de botões físicos, e mais ainda por não serem retro iluminados. Do meu ponto de vista, apesar de serem mais peças para dar defeito não ter botões virtuais acaba liberando espaço de tela, o que para mim é uma vantagem. Claro, essa é uma preferência bem pessoal.

Tela

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O display de seis polegadas não ocupa toda a extensão do aparelho como já dito, devido a preferência da ASUS em cometer smartphones com bordas largas. A resolução é a mesma do Zenfone 5, apenas HD. Enquanto isso não chega a ser um problema naquela ocasião, neste gadget a perda de qualidade é notória; poderia ser uma alternativa interessante para proporcionar um melhor gerenciamento de energia, mas não é que acontece — calma, chegaremos lá.

Se a resolução é baixa, a ASUS contornou a situação com a customização ZenUI deixando os ícones e elementos consideravelmente maiores do que a média, a fim de que o usuário não perceba a perda de definição. É uma solução curiosa, e quem não se incomoda com uma densidade de apenas 245 ppi vai descobrir no Zenfone 6 um aparelho com contraste, fidelidade de cores e ângulo de visão satisfatórios.

Experiência de Uso

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A interface ZenUI funciona de maneira bem inteligente. Se o usuário permitir, o Zenfone 6 gerencia todas as suas notificações, calendários, eventos agendados e etc. A aparência não é das melhores — o Material Design é bem melhor — mas em termos de funcionalidade a customização é satisfatória. O Android de fábrica é o 4.3 Jelly Bean, a atualização para o 4.4 KitKat já foi liberada e o update para o 5.0 Lollipop está agendado para 2015, então resta saber como o aparelho se comportará nos próximos meses.

Um dos recursos mais legais é o “What's up next”, uma To-Do List que organiza todos os seus afazeres e o notifica constantemente, incluindo alterações de última hora como mudanças do tempo e outros alertas. A ideia é manter o usuário sempre a par do que ele precisa fazer nas próximas horas e não perder nenhum compromisso.

http://www.youtube.com/watch?v=RQYfRT91WSoExperience the new ASUS Zen UI

A usabilidade é muito boa. Os 2 GB de RAM permitem que você execute apps em multitarefa ou rode games sem que ele transpire muito. Entretanto algumas ressalvas devem ser feitas: o aparelho que testei apresentou bugs estranhos de travamento, inclusive resetando sem motivo aparente. Os problemas se resolveram após voltá-lo para as configurações de fábrica, portanto meus problemas podem ser vistos como pontuais.

Câmera

A câmera principal de 13 megapixels excede às expectativas do que se esperava de um foblet intermediário. Se por um lado a do Zenfone 5 era fraca (8 MP e correção via software pesada), a do 6 entrega imagens com bons detalhes, mesmo em condições de luz difusa ou em ambientes internos. Claro que não dá para esperar algo do nível visto no Moto Maxx, com seus 20,7 MP ou nos aparelhos da Microsoft (seria interessante entretanto compará-lo ao Lumia 1520, já que ambos devices estão na mesma categoria). Você ainda notará ruídos principalmente em fotos com pouca luz, mas diferente do Zenfone 5 a correção por software é bem reduzida. A impressão é de uma câmera mais… honesta.

Confira as fotos em qualidade máxima aqui.

Bateria

Eis o grande vilão do Zenfone 6. Quando você lê as especificações e descobre que o foblet é equipado com uma de 3.300 mAh, você imagina “oba! Vou ficar um dia inteiro sem carregar”. Ledo engano: dá a impressão que a bateria tem um furo no fundo, porque a energia escoa com uma velocidade assustadora: em testes a carga foi de 100% para 15% em apenas 10 horas de uso contínuo, o que é incompreensível. Como a tela é apenas HD, a suspeita de componente vampiro é o Atom Z2560 da Intel, um processador dual-core com clock de 1,6 GHz. Mesmo com brilho no mínimo e 3G desligado, mantendo apenas a conexão Wi-Fi o consumo não se reduz grande coisa.

Caso tenha sido um problema de software, a próxima grande atualização do Android pode vir a resolver o problema. Se o bug entretanto for de hardware e o chip da Intel for comilão por natureza, não há muito o que fazer. Em suma, um aparelho com uma bateria tão grande durar menos longe da tomada do que smartphones com dois terços de sua capacidade não é algo agradável.

Especificações:

  • SoC Intel Atom Z2560, dual-core com clock de 1,6 GHz e GPU PowerVR SGX544MP2;
  • 2 GB de RAM;
  • 16 GB de espaço interno (expansível via micro-SD até 64 GB);
  • display IPS de 6 polegadas e resolução HD (245 ppi);
  • câmera principal de 13 megapixels com autofoco e Flash LED; filma em Full HD a 30 fps;
  • câmera frontal de 2 MP;
  • rede 3G com dual-SIM;
  • bateria de 3.300 mAh;
  • Android 4.3 Jelly Bean/4.4 KitKat com interface ZenUI (atualização para o 5.0 Lollipop prometida para 2015).

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Vale a pena?

Com um preço sugerido de R$ 999, o Zenfone 6 é uma boa alternativa para quem quer um aparelho grande com uma câmera decente, dois chips SIM (algo que os fabricantes deveriam entender que para o mercado brasileiro, isso é uma necessidade e tanto) e uma performance próxima de um Novo Moto G. Porém os problemas com a bateria e seu tamanho exagerado são pontos contra que podem incomodar alguns. No geral é um bom aparelho, mas a ASUS e a Intel poderiam ter se esforçado um pouquinho mais.

Pontos Fortes:

  • boa relação custo-benefício;
  • interface ZenUI pode ser útil se bem utilizada;
  • Dual-SIM;
  • boa câmera.

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Pontos Fracos:

  • aparelho grande demais até para os padrões da categoria;
  • bateria pífia.

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