Microsoft busca novas formas de monetizar o Windows

 

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A Microsoft enfim reconhece que o modelo atual de monetização não é mais o melhor. Redmond tem entendido que é preciso mudar as formas de distribuição e tem revisto alguns conceitos, como por exemplo oferecer o Windows Phone de graça para as fabricantes de smartphones parceiras, além da existência do Windows 8.1 with Bing, fornecido na faixa para fabricantes de PCs de baixo custo.

O próximo passo? Mudar como o Windows para desktop faz dinheiro. E isso vai de fato acontecer, de acordo com o COO Kevin Turner.

Para começar, não se enganem pessoal: a Microsoft não tem a menor intenção de fazer como a Apple, que tem oferecido o Mac OS X de graça. Para Cupertino perder com o SO é aceitável porque a companhia vende o pacote completo, o sistema só pode ser embarcado em Macs. Já a Microsoft não pode se dar a esse luxo, embora o Office seja desde sempre seu carro-chefe na questão de lucros o dinheiro amealhado com as licenças do Windows para desktops, sejam as versões para usuários finais ou as licenciadas para fabricantes não são desprezíveis. Porém, em uma conferência para investidores realizada na última quinta-feira, Turner disse que o modelo de negócios do Windows vai mudar.

Perguntado sobre se Redmond consideraria comercializar o Windows com prejuízo, o COO foi categórico: “não há nenhuma conversa (interna) sobre isso”. Quando pressionado, Turner afirmou novamente que a Microsoft não pretende perder dinheiro com o Windows, mas sua forma de monetização será de fato revista. Mas de que forma isso seria feito? Ele respondeu o seguinte:

Há serviços envolvidos. Há oportunidades adicionais para que possamos adicionar recursos e oferecer nossas ferramentas de uma maneira criativa.

Turner não entrou em detalhes, se limitando a dizer que os novos planos para o Windows serão revelados entre junho e dezembro de 2015, dando novamente a entender que o Windows 10 só dará as caras próximo do fim do ano que vem. Porém ele deixou uma linha de pensamento interessante:

Precisamos encontrar novas formas de monetizar o ciclo de vida de nossos produtos para consumidores com dispositivos sem custos de licença.

Isso aponta para a possibilidade do Windows 10 ser oferecido como um serviço de assinatura para consumidores finais, ao invés de ser vendido com um valor consideravelmente alto. O Office 365 já é assim, e ele oferece diversas vantagens que compensam a assinatura (OneDrive ilimitado, por exemplo). Rumores anteriores já apontavam para essa possibilidade, e o que Turner disse reforça os vazamentos.

Uma mudança de paradigma desse tipo seria capaz de diminuir a pirataria do Windows? Difícil dizer, mas é provável que ajude. Oferecendo uma assinatura com produtos adicionais e vantagens, muita gente pode largar as versões da Locadora e abraçar o sistema de forma legal, desde que a oferta seja interessante. É esperar para ver.

Fonte: GW.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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