EUA suspeitam que a Melhor Coréia teria hackeado a Sony

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“E agora vamos ver esse tal de John Carter enquanto Prometheus termina de baixar!”

É normal que filmes recém-lançados ou em vias de chegar ao mercado sejam pirateados. Mais raro é o filme chegar na locadora do Paulo Coelho antes do lançamento. Foi o que aconteceu com vários títulos da Sony, em um ataque bem diferente da pirataria moleque, da pirataria de várzea.

Semana passada os computadores da empresa foram invadidos, com direito a caveirinha na tela, no melhor estilo hacker de filme. Um grupo chamado GOP — Guardians of Peace ameaçou divulgar informações Top Secret da empresa, e ao mesmo tempo várias cópias de avaliação de filmes que nem foram lançados apareceram nos torrents da vida. 

Fury, o (aparentemente) excelente filme de guerra com Brad Pitt foi baixado mais de um milhão de vezes.

Agora o FBI está desconfiando que isso tudo tenha a ver com The Interview, filme com Seth Rogen e James Franco onde dois jornalistas questionáveis são contratados pela CIA para matar o Grande Líder da Melhor Coréia.

Aparentemente Pyongyang não ficou feliz com o filme, que segundo Kim Myong-chol, diretor-executivo do Centro de Paz Coréia do Norte — EUA, é um “ato de desespero”.

É compreensível, eu também ficaria furioso se meu nome estivesse envolvido em um filme com James Franco e Seth Rogen.

O ataque seria então um ato de retaliação contra a Sony Pictures, ou mais precisamente uma agressão generalizada contra todo o mundo ocidental, ao disponibilizar o tal filme ao alcance de todos.

Para a Sony é lucro. O grosso da audiência ainda está na bilheteria do cinema, e todo mundo vai querer ver o filme que irritou Kim Jong-un.

Curioso como mesmo um maníaco como Saddam Hussein conseguia manter a dignidade do cargo de Presidente, e não saía reclamando quando alguma comédia idiota dos Anos 90 fazia piada com sua imagem…

Fonte: NBC.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e para seu blog pessoal, o Contraditorium,

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