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Parlamento europeu vota a favor de partir o Google em dois

Membros no Parlamento Europeu decidiram com grande margem de votos a favor de resolução que pode ou não levar à divisão do Google em duas empresas distintas

4 anos atrás

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O Google definitivamente não possui amigos no Velho Mundo. Depois de rolos com o Android, o “direito ao esquecimento”, o acordo injusto com indies quando do lançamento do YouTube Music Key e muitos outros casos em que os reguladores europeus acusam Mountain View de violar práticas antitruste, a mais recente envolve o desejo do Parlamento em separar o Google Search das demais soluções da companhia, criando duas empresas distintas.

Em votação realizada ontem, o Parlamento decidiu por 384 votos a favor e 174 contra aprovar a resolução que propõe “separar os motores de busca de outros serviços comerciais como uma potencial solução de longo prazo para alcançar os objetivos anteriormente mencionados.” A proposta não menciona o Google em nenhuma linha mas para quem sabe ler, um pingo é letra.

Em um comunicado à imprensa o Parlamento diz que espera convencer a Comissão Europeia e os países membros da UE a “derrubarem as barreiras contra o crescimento do mercado digital unificado da União”, bem como “impedirem que companhias online de abusar de suas posições dominantes”. Em suma, vai pressionar os reguladores a tomarem ações legais contra o Google, iniciando um processo que pode de fato culminar com o desmembramento do Google em duas companhias: o motor de busca e outra com todos os serviços restantes.

Ao fazer isso, o Google seria obrigado a compartilhar seu bem mais precioso, o algoritmo de busca com empresas concorrentes. Imagine uma empresa como o Facebook, a qual sabemos não ter um pingo de ética com acesso a um motor tão poderoso.

Embora o Parlamento Europeu e a Comissão não vejam o Google com bons olhos, pois sob seus critérios a gigantes das buscas se tornou um monopólio natural e o continente se opõe a isso ferrenhamente, ainda é incerto se tal resolução será levada a cabo, embora haja fortes indícios. A comissária Margrethe Vestager disse que vai revisar a situação a fim de decidir qual o próximo passo. Claro, caso isso aconteça mesmo a decisão só afetaria o Google na Europa, embora no que diz respeito ao direito ao esquecimento a Comissão tenha outros planos.

Fonte: R.


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