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3001, de Arthur Clarke vai virar minissérie. Bônus: Ridley Scott!

Boas novas, pessoal: vamos voltar ao tempo de Futurama. Quer dizer, ao ano 3000. Mais precisamente, 3001, o SyFy anunciou que está produzindo uma minissérie baseada em 3001 — The Final Odissey, de Arthur Clarke!

4 anos e meio atrás

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2001: Uma Odisséia no Espaço é o proverbial “bom filme de ficção científica”, pela primeira vez o cinema mostrou exploração espacial a sério, sem pewpewpew ou naves projetadas por gente cujo conhecimento científico vinha de figurinhas de chiclete. A produção do filme, descrita no livro Mundos Perdidos de 2001 foi um pesadelo. Arthur Clarke assistia cenas filmadas e então escrevia as próximas, às vezes revisando e reescrevendo o que Stanley Kubrick já havia colocado no celulóide.

Kubrick por sua vez espalhava que a Metro não sabia mas estava fazendo o primeiro filme religioso de 10 milhões de dólares. Baseado em um conto o filme rendeu um livro que não é exatamente o que foi filmado. No final das contas 2001 é um clássico e mesmo nos efeitos especiais ele ainda se sustenta MUITO BEM, apesar de ter sido feito em 1968. Das teorias conspiratórias retardadas sobre o pouso na Lua, a única parte realista é que se alguém poderia filmar uma sequência espacial convincente, esse alguém seria Stanley Kubrick.

O filme teve várias continuações, 2010, 2061 e 3001. É meio assustador pensar que duas delas já são passado para nós.

Dessas somente 2010 virou filme, nada épico como o original mas uma FC bem decente, com John Lithgow e Roy Scheider. Nele, apesar de menos detalhada vemos o acidente com a nave espacial chinesa em Europa, que foi de onde kibaram a idéia daquele filme bosta, Europa Report.

3001 é o grande salto, quando uma humanidade bem diferente da que estamos acostumados (eles consideram gostar de filmes e esportes violentos uma patologia, vê se pode) encontra, na fronteira do Sistema Solar o corpo congelado de Frank Poole, o astronauta que HAL mata em 2001. Como a medicina em 3001 é indistinguível de mágica, ele é ressuscitado e passa por um longo período de adaptação.

Ao mesmo tempo algo está acontecendo em Europa. O monolito de 1 km de altura, que por quase um milênio protegeu os habitantes do contato humano está com defeito. David Bowman, o outro astronauta da missão original da Discovery e que morreu quando caiu no Stargate do monolito original em órbita de Júpiter começa a aparecer para pessoas por todo o Sistema Solar.

O livro tem a trama principal mas vence nos detalhes, do Braiman, um aparelho de realidade virtual que se conecta diretamente ao cérebro, à cidade orbital, uma série de elevadores espaciais ligando um anel em torno da Terra, muito maior do que o Halo, com seus pífios 8 mil km de raio.

Clarke discute bastante teologia em 3001, e isso vai gerar bastante polêmica se for mantido na versão para a TV.

Versão essa encomendada pelo canal SyFy, com roteiro de Stuart Beattie (Halo, Piratas do Caribe, Gi Joe) e produção de Ridley Scott e David Zucker. A previsão é que vá ao ar em 2017.

A obra de Clarke, assim como a de Asimov é excelente mas são péssimas para cinema e televisão, Clarke teve exatamente UMA grande adaptação, Asimov ainda espera a sua. Mesmo um conto simples como A Estrela foi pessimamente adaptado por uma das encarnações do Além da Imaginação. Mesmo assim os herdeiros de Kubrick e Clarke deram carta branca, total apoio. Não que estejam em posição de recusar esse tipo de proposta.

Nota: O Fim da Infância, excelente livro de Clarke está listado como futura adaptação do SyFy, mas depois do anúncio em setembro ninguém falou mais nada.

A internet — surpresa — foi contra. Blá blá blá mimimi SyFy blá blá Sharknado, blá blá.

Como sempre a filosofia é que nada jamais dará certo, tudo é ruim e tudo é uma péssima idéia. SyFy? Fujam, é o horror, Sharknado, Sharktoputs, não fazem nada direito.

Eu sei, sou um poço de otimismo, vejo sempre o lado bom da vida, nada é ruim para mim, essa felicidade constante fazem de mim uma verdadeira Polyanna, vão destruir 3001 e o SyFy só faz merda, até prova em contrário.

Prova em contrário:

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Também vale citar CapricaSpartacus, Helix, Haven, Andromeda, Farscape, Being Human e tantas outras. Isso só entre as séries produzidas por eles, nas veiculadas entre mais coisa boa.

Pode dar errado? Pode, mas eu prefiro dar ao SyFy a chance de produzir uma excelente série. O texto de Arthur Clarke merece um tratamento de qualidade, e se o canal que fez Battlestar Galactica não é bom o suficiente pra isso, lamento dizer mas você é só mais um nerd chiliquento.

Fontes: EG e SF.

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