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Singapura vai criar uma rede de radares… em balões

O Ministério da Defesa de Singapura anunciou que vai implantar uma enorme rede de vigilância baseada em balões para aumentar a sua segurança marítima e aérea, baixando custos de manutenção dos aviões que faziam tal trabalho.

5 anos atrás

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Até o Vasco tinha balões

Mal foram inventados os balões chamaram a atenção dos militares, que vislumbraram uma vantagem tática: reconhecimento. Já no Século XVIII os franceses subiam soldados em geringonças precárias, mal tendo tempo de ver a movimentação do inimigo e já caíam com estilo, quando o ar dentro do balão esfriava.

Na Guerra Civil Americana ambos os lados fizeram uso intensivo de balões, bem mais sofisticados e com linhas de telégrafo. Com uma luneta o observador passava as informações do campo de batalha para os generais em solo. 

Com a 1ª Guerra Mundial a boa vida acabou. O avião, a grande novidade da guerra se especializou em derrubar balões. Era o fim desse tipo de veículo como elemento de observação e inteligência, mas alguns anos depois na 2ª Guerra Mundial o balão ressurgiria como arma defensiva E ofensiva. Na Inglaterra redes de balões de barragem protegiam Londres contra alemães voando baixo. Enquanto isso no Japão balões com bombas-relógio eram lançados na então recém-descoberta corrente de jato do Pacífico Norte, e atingiam território americano. 9.300 balões foram lançados. Uns 300 chegaram até seu destino, mas somente um, encontrado por uma mulher e 5 crianças, explodiu causando vítimas. Foram as únicas mortes em território continental americano durante a 2ª Guerra Mundial.

Agora Singapura quer balões, no melhor estilo balões de reconhecimento, mas ao invés de um bucha sentado lá em cima, terão radares.

Vão usar balões Made in USA, ou seja, provavelmente de origem chinesa. Esses balões ficam presos a cabos, a uma altitude de até 600 metros. Ao contrário de aviões não ficam no ar somente algumas horas. Com 55 metros de comprimento, cada balão, repleto de hélio pode levar uma carga útil respeitável, incluindo sistemas de radares com alcance de 200 km.

Como Singapura não está em guerra nem espera uma invasão alienígena tão cedo, a principal desvantagem do balão de reconhecimento deixa de existir. Ninguém vai derrubar o bicho de uma hora pra outra.

No bolso é onde a história fica melhor. Só em economia, ao trocar aviões pelos balões será de US$ 23,2 milhões; anualmente.

Fonte: SW.

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