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Sem surpresa, Apple SIM enfrenta a usura das operadoras

Finja surpresa: AT&T bloqueia Apple SIM quando operadora é ativada e Sprint exige que iPads sejam comprados em suas lojas para que seus plano funcione

5 anos atrás

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A ideia de fato era excelente: fornecer um cartão SIM universal para o iPad, que permita ao usuário contratar vários serviços de dados e transitar entre diversas operadoras é uma sacada de mestre. Como usamos tablets de forma diferente das operadoras, transitar entre uma e outra utilizando a mesma peça de hardware é algo simples e que até então ninguém nunca tinha pensado nisso.

O grande problema é a usura, a mesquinharia das operadoras por um simples motivo: elas não vendem apenas o plano, mas também o chip. Por isso a atitude da AT&T nem chega a ser uma surpresa.

Eis a jogada: o iPad Air 2 e o mini 3 estão saindo das lojas da Apple já equipados com os Apple SIMs, mas as operadoras abraçaram o plano de forma diferente. A T-Mobile e a Sprint operam normalmente (a Verizon não entrou no programa), permitindo que o usuário transite de uma para outra sem problemas. Porém, quando a AT&T é ativada acontece isto:

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Parece piada, mas é a pura verdade: uma vez que a AT&T é selecionada, a operadora tranca o Apple SIM fazendo dele um chip exclusivo. Ao usuário restam duas opções caso ele queira utilizar mais de um serviço e continuar com a supracitada: comprar outro Apple SIM (ou um Nano-SIM da operadora em questão à parte, caso não tenha ativado a operadora) ou simplesmente permanecer somente com Sprint e T-Mobile.

Ao menos a Verizon foi mais honesta, pois não quis participar do programa e continua operando como se nada tivesse acontecido. Como se não bastasse o CEO da T-Mobile John Legere soltou o verbo no Twitter, mostrando essa presepada e uma ainda mais safada: iPads enviados às lojas das AT&T e T-Mobile estão equipados com Apple SIMs pré-configurados, só que devido ao modus operandi da primeira os seus estão lacrados por padrão, sem nem dar ao usuário a opção de escolha.

Não é só isso: Legere também revelou que para ativar um Apple SIM, a Sprint requer que o IMEI associado ao aparelho já esteja previamente em seu banco de dados, impedindo que qualquer tablet da maçã comprado em qualquer outro lugar que não seja uma loja da mesma funcione com a operadora.

Isso já era esperado de uma forma ou de outra. Embora o Apple SIM seja uma facilidade para o usuário, se as operadoras sentirem que ele representa uma ameaça a seus negócios ele será de fato bloqueado, contornado ou vilipendiado, e sinceramente não vejo um cenário tão diferente disso aqui no Brasil (isso se a Apple conseguir homologá-lo aqui).

Fonte: AT.

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