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ISS pode ganhar um serviço de entregas expressas para o planeta

Intuitivamente mandar algo da ISS pra Terra seria só abrir a janela e tacar o negócio, mas é bem mais complicado e custoso. Só há duas naves no mundo capazes disso.
A idéia da Intituive Machines é baratear esse processo, com mini-cápsulas de reentrada do tamanho de uma bolsa de golfe, capazes de mandar pra Terra amostras, material de pesquisa e até pequenos alienígenas, como o Stitch.

Digamos assim: você acabou de chegar na Estação Espacial Internacional, para sua missão de 6 meses. Está lá, todo pimpão quando um comunicado urgente de sua esposa aparece no Skype: “Ô infeliz, você levou o cartão do banco, como vou pagar a escola do Cléverson Carlos?”. Você tenta de órbita, mas os computadores da ISS se recusam a instalar o Guardião Itaú. A solução é mandar o cartão pra patroa, mas como?

Os veículos Progress e Cygnus queimam na reentrada. As únicas naves capazes de voltar à Terra em segurança são as Soyuz e a Dragon, mas se você usar uma dessas pra mandar o cartão pra casa, seus colegas e a NASA com certeza vão te aplicar o tratamento “comporta de ar” tão popular em Battlestar Galactica.

Pois bem, seus problemas acabaram!

A Intuitive Machines está desenvolvendo um negócio chamado Terrestrial Return Vehicle, quem em essência é uma mini-cápsula do tamanho de uma bolsa de tacos de golfe. Ela pode ser ocupada com amostras de pesquisas científicas, cobaias (eventualmente) e equipamentos defeituosos como a Unidade AE-35, para análise em Terra. Instalada em um lançador preso ao módulo japonês, o TRV esperaria a posição orbital correta, seria lançado, executaria uma manobra de desaceleração e sairia de órbita.

O TRV usa a tecnologia de lifting body, onde a fuselagem da aeronave produz sustentação, em vez das asas. A nave que quase matou Steve Austin tinha esse tipo de design, bem como o X-37b, o avião espacial secreto da Força Aérea dos EUA, e o futuro Dream Chaser, da Sierra Nevada.

Quando a velocidade diminuir demais, o TRV abrirá um parapente e direcionará a parte final do pouso, trazendo intactos os preciosos materiais biológicos e o maldito cartão do banco.

Se tudo der certo o primeiro vôo do TRV será em 2016. Isso pode mudar completamente as próprias pesquisas, já que não será preciso mais guardar materiais por meses, e resultados que se deterioram com o tempo não vão mais inviabilizar pesquisas.

Fonte: PS.

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