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Para presidente da ESPN, eSport não é esporte

Mesmo tendo coberto competições e até inserido o Call of Duty nos X Games, presidente da ESPN diz que games não podem ser considerados esporte.

5 anos atrás

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Enquanto as competições de eSports continuam crescendo e conquistando cada vez mais pessoas, os próprios apaixonados por games continuam sem chegar a um consenso em relação a essa prática poder ou não ser considerada um esporte tradicional e quem resolveu dar sua opinião sobre o assunto foi John Skipper, presidente do canal ESPN.

Mesmo tendo transmitido o campeonato de Dota 2 que aconteceu em julho passado e até gerado a especulação de que continuariam investindo na modalidade, o que acabou sendo desmentido, o executivo deu uma declaração em uma conferência onde mostrou-se contrário à comparação.

Não é um esporte, é uma competição. O xadrez é uma competição, damas é competição. Na maior parte das vezes estou interessado em cobrir esportes reais.

Tal comentário é curioso, especialmente ao nos lembrarmos que no longínquo ano de 1997 a ESPN transmitiu um campeonato de Magic: The Gathering e que recentemente eles fecharam um acordo com a Major League Gaming para que os X Games abrigassem um torneio de Call Of Duty: Ghosts. Porém, talvez o mais emblemático seja a presença do pôquer entre os “esportes” que a a rede cobre.

Eu não sei até que ponto os competidores de eSports se incomodam com essa discriminação, se é que podemos chamar assim, mas do lado das desenvolvedoras tenho certeza que a opinião não foi bem recebida, ainda mais quando alguns profissionais defendem que a TV terá um papel fundamental para difundir a prática.

Enfim, tal declaração volta a levantar a discussão sobre quais modalidades devem ou não ser ser consideradas esportes, algo que vez ou outra cerca a fórmula um, a pesca e tantas outras atividades praticadas por milhões de pessoas ao redor do mundo, mas como estamos falando de um canal que já cobriu competições de empilhamento de copos, palavras cruzadas e até de quem come mais cachorros-quentes, acho que os jogadores profissionais de eSports não deveriam ficar chateados.

Fonte: Re/code.

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