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Para presidente da Huawei, Tizen não tem chances de sucesso

Presidente da Huawei revela que fabricante chinesa abandonou planos para o Tizen, por acreditar que o o SO não tem nenhuma chance de sucesso no mercado

4 anos atrás

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A Samsung está tentando diversificar sua plataforma mobile ao trabalhar não só com Android e Windows Phone (o ATIV SE é um aparelho bem interessante), mas também com o Tizen, o fork do Meego já presente em seus smartwatches e que em breve terá o Samsung Z como primeiro smartphones com o SO, sem citar sua presença nas futuras Smart TVs da companhia. Entretanto, para o presidente da Huawei Richard Yu o sistema está fadado ao fracasso.

A declaração foi feita em uma entrevista concedida ao Wall Street Journal (paywall). É bom frisar que a fabricante chinesa faz parte do corpo de membros da Tizen Association, o que lhe garante utilizar o sistema operacional em seus próprios dispositivos (curiosamente a rival LG também é membro, só que ela preferiu utilizar o webOS). Entretanto, Yu revelou que o núcleo de pesquisa da companhia dedicado ao Tizen foi desmantelado, e ignorando apelos de operadoras locais para que lançassem um gadget com o sistema, efetivamente a Huawei abandonou todos os planos que possuía para trabalhar com ele.

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Isso vem de uma experiência ruim com o Windows Phone: por dois anos a Huawei teve prejuízo com a linha W, pois não conseguiu convencer o consumidor chinês de que os aparelhos com o sistema da Microsoft eram um bom negócio. Por fim o SO foi abandonado e com medo de repetir a história, os planos para o Tizen foram todos descartados. Nesse caso, Yu não vê um cenário onde um quarto sistema mobile possa ser capaz de crescer, seja pelo apelo aos consumidores ou aos desenvolvedores para criarem apps para ele, o que teria sido o principal motivo para o atraso no lançamento do Samsung Z. Em suma: criar um SO é fácil, mas construir um ecossistema é algo bem diferente.

O presidente da Huawei deixou claro que por enquanto, o Android é o único sistema operacional com o qual a empresa chinesa pretende trabalhar. Ao ser questionado sobre um possível excesso de confiança no Google, Richard Yu se mostrou sim preocupado, mas afirmou que dado o cenário atual, ele "não tem escolha" a não ser abraçar o robozinho. Particularmente eu acho que dispositivos mobile rodando Tizen são uma opção muito interessante, entretanto não deixo de concordar com Yu nesse ponto: com três sistemas mobile estabelecidos, haverá espaço para um quarto?

Fonte: E.

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