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Fim da fragmentação do Android é uma utopia

Ao contrário do que possa parecer, fragmentação do Android aumentou 60% nos últimos 12 meses; Samsung é a principal culpada

4 anos atrás

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A gente sabe, o Google vem fazendo de tudo para reduzir a fragmentação do Android: desde fazer do 4.4 KitKat uma versão ideal para ser instalada em equipamentos de baixa performance (leia-se modelos antigos) a forçar os parceiros a adotá-lo em novos produtos, vale tudo para aumentar o market share do Android mais atualizado possível.

Entretanto a presença do Android mais novo nos gadgets é um lado da moeda, e o outro é algo que está completamente fora de controle: os form factors. Para os desenvolvedores, os inúmeros formatos de display que os fabricantes utilizam é o inferno da criação de apps, já que precisam lidar com n resoluções e modelos de hardware. E no último ano isso só piorou.

O cenário atual do Android é muito desigual, já que em 2013 95% do market share pertencia à Samsung. Hoje esse número diminuiu um pouco (principalmente com a entrada agressiva da Xiaomi, atualmente a quinta maior vendedora de smartphones do mundo), mas a fabricante sul-corena ainda domina o mercado de robozinhos verdes. Poderia se pensar que por estar na crista da onda, o certo seria a Sammy se conter e se concentrar em poucos modelos de smartphones e tablets, mas não é assim que ela ou qualquer outra fabricante de Androids pensa.

Para eles, quanto mais modelos eles puderem disponibilizar melhor. Isso lhes permite atender o maior número de clientes possível, fornecendo aparelhos de form factors e valores bem distintos, atendendo desde o usuário top ao que só quer um aparelho barato (ou que não pode gastar). Isso se reflete diretamente no número infindável de modelos de displays, das mais variadas resoluções. Baratos e caros, potentes e fracos, grandes e pequenos.

androidfragementation2014

Isso leva à situação atual: nos últimos doze meses, a fragmentação do Android aumentou 60%. O gif acima ilustra a diferença de form factors disponíveis no mercado entre 2013 e 2014. Abaixo você vê a mesma projeção separada por fabricantes: a Samsung sozinha responde por 43% de todos os modelos de Android disponíveis, muito mais do que qualquer outra fabricante (clique para ampliar).

samsung-fragmentation

Isso é um verdadeiro inferno para gerenciar. O desenvolvedor precisa levar em conta que seu app esteja apto a rodar em inúmeros formatos de display, ou restringí-lo a um número menor de form factors para manter o controle de qualidade de sua aplicação (e sua sanidade). Os devs só precisam lidar com dois formatos de tela do iPhone (Retina de 3,5″ e 4″, este último presente também no iPod Touch) e dois de iPad, independentemente do tamanho (Retina e XGA) quando vão criar apps para o iOS.

Esse é um caminho sem volta. As fabricantes mantêm um grande número de form factors justamente para atender todo e qualquer tipo de cliente, com gostos e tamanhos de bolso distintos. A Apple sempre jogou diferente, mantendo apenas um tipo de produto “premium” que na sua mentalidade, só poucos escolhidos merecem possuir (e eu falo de poder comprar mesmo). Mas a verdade é que o comportamento de Cupertino é a exceção, e dificilmente os fabricantes do robozinho estão pensando em no futuro passar a trabalhar com um número reduzido de dispositivos. Pior para os desenvolvedores.

Fonte: CoA.


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