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Shuhei Yoshida fala sobre PS Vita, Tomb Raider e EA Access

Shuhei Yoshida explica por que o PS Vita foi ignorado na Gamescom 2014, fala sobre exclusividade temporária e expressa preocupação acerca do EA Access

5 anos atrás

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A Sony pode estar feliz da vida com os resultados do PS4, entretanto a realidade da empresa não é das melhores. Além disso, mesmo a Sony Entertainment tem passado por maus bocados, de decisões erradas a problemas de desenvolvimento. Vide a lenda urbana que se tornou The Last Guardian ou a campanha um tanto desastrada do PS Vita. Entretanto, no geral o presidente da Sony Worldwide Studios Shuhei Yoshida se mostra confiante em entrevista concedida, embora demonstre preocupação com algumas coisas e outras, completa surpresa.

Um dos fatos mais criticados na última semana foi a completa ausência do PS Vita da conferência realizada na Gamescom 2014. Sendo justos, é fato que o portátil da Sony já foi jogado para escanteio na E3, mas desta vez ele sequer foi mencionado. Ao menos no ocidente a Sony vem o posicionando como uma segunda tela do PS4, dando a entender que como portátil ele fracassou de forma retumbante. Sobre isso Yoshida diz que tanto na E3 quanto na Gamescom, a Sony queria se focar em falar sobre o PS4 e seus novos títulos, já que ele é a atual vedete da empresa. Isso posto, como as conferências tem tempo para começar e terminar, dar atenção ao PS Vita e diminuir o foco do PS4 é algo inviável. Por isso ele foi posto de lado em ambas as feiras.

Yoshida diz que confia na atual carta de jogos do Vita e em seus futuros lançamentos, e compreende o feedback negativo dos fãs da empresa e donos do portátil, que gostariam de vê-lo ter destaque em conferências. Além disso a empresa escuta o que os jogadores dizem: ele cita o caso de Freedom Wars, que era planejado como um lançamento somente digital no ocidente. Após diversos pedidos dos jogadores europeus, a SCE Europe decidiu lançá-lo também em mídia física por lá.

Já o caso do EA Access deixou Yoshida preocupado. Embora a Electronic Arts veja o plano como algo muito bom para os jogadores, o executivo da Sony diz que isso pode significar um cenário perigoso para o jogador, onde cada desenvolvedora coloque seus títulos e vantagens através de um paywall exclusivo. É similar ao que aconteceu no caso entre EA e Valve, que levou a primeira a criar a Origin, um serviço concorrente para hospedar seus títulos, com a diferença que para acessar as vantagens você precisaria se tornar um assinante. Nesse caso Yoshida vê a PSN como nós vemos a Netflix: um grande guarda-chuva comum que oferece condições iguais aos provedores de conteúdo. Entretanto, a atual compartimentalização de serviços levou a casos onde as produtoras criam seus próprios serviços de streaming, obrigando o espectador a gastar mais.

Por fim, Yoshida se mostrou surpreso com o anúncio da exclusividade temporária de Rise of the Tomb Raider para o Xbox One. Quando o game foi anunciado na E3, a Square-Enix deu e entender que o game seria multiplataforma, saindo também para PS4 e PC. No caso Spencer confirmou que ele será exclusivo por um tempo, mas a distribuidora japonesa não confirmou outras plataformas até então. É claro que Yoshida quer que o game seja lançado no PS4, mas não sabe quando ou se isso ocorrerá, já que essa decisão cabe única e exclusivamente à Square-Enix. Yoshida sabe o valor que um produto exclusivo agrega a uma plataforma e acredita que a Microsoft fará valer a parceria para ambos, ainda que não tenha assegurado o título somente em seu console.

Aos interessados, vale a pena ler a entrevista completa.

Fonte: EG.

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