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Phil Spencer fala sobre a Rare e framerate do Xbox One

Phil Spencer externa seus pensamentos: para ele, a Rare não pode se limitar a games do Kinect e que no Xbox One, framerate é mais importante que resolução

6 anos atrás

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Em uma entrevista concedida durante a Gamescom 2014, o chefe de Xbox Phil Spencer externou algumas coisas sobre o que ele pensa do futuro para a Rare, bem como respondeu a uma das mais severas críticas do Xbox One: seus problemas em entregar games com resolução Full HD de forma fluída.

Uma coisa que muita gente lamenta é o fato da compra da Rare pela Microsoft não ter sido devidamente aproveitada, pelo menos não do ponto de vista de investir pesado nas IPs que ela adquiriu no pacote. Títulos como Banjo, Conkers, Perfect Dark e Battletoads estão esquecidos há vários anos, e recentemente a única resgatada do limbo foi Killer Instinct. Para Spencer, relegar a Rare a ficar presa com o Kinect é depreciativo.

No momento eu estou num ponto em que não quero que a Rare fique associada a Kinect Sports. A marca (da desenvolvedora) pode se tornar mais valiosa para si mesma, para nós da Microsoft e para os jogadores do que isso.

É justo. Nos tempos áureos a Rare, outrora Ultimate Play the Game era sinônimo de criatividade e títulos sensacionais. Responsável por fazer magia negra no Nintendinho, ela extraiu o máximo do hardware do Super Nintendo com a série Donkey Kong Country. A aquisição pela Microsoft foi uma resposta à recusa de uma oferta maluca feita à Nintendo na década passada, quando Redmond comprou 51% das ações e obrigou a empresa japonesa a vender o restante. De lá para cá alguns títulos foram retomados ou revisitados (o remake comportado de Conker's Bad Fur Day por exemplo), mas é fato que o interesse de colocá-la para pôr a mão na massa arrefeceu e só foi retomado quando do lançamento do Kinect original, para fazer games dedicados ao acessório.

Spencer acredita que é hora de deixar a Rare pensar em seu mais novo game, embora não tenha restado quase ninguém do a equipe original da empresa ele acredita que ela é plenamente capaz de gerar novas e excelentes ideias para games.

Já o outro ponto diz respeito ao problema da resolução do Xbox One, que nem o DirectX 12 é capaz de resolver. Spencer não gosta das comparações (óbvias, eu diria) com o PS4, que consegue entregar 1080p a um framerate constante de 30 fps. Já títulos do console da Microsoft ou se mantém no mais seguro 720p ou sobem um pouco até 900p, dependendo de patchs para atingir a resolução máxima para games. Só que Spencer não acredita que resolução seja tudo:

Nós anunciamos que Destiny terá a mesma resolução e frame rate tanto no Xbox One quanto no PS4. Há uma longa lista de games e nos emparelharmos com nosso concorrente é essencial. (...) Entretanto eu não quero me ater a números, até porque 1080p não é uma resolução mítica e perfeita. Para mim, o frame rate é um fator mais importante para a jogabilidade do que a resolução, e é a combinação de ambos que proporciona o senso correto de design de arte e liberdade, independentemente da plataforma.

Spencer lembra do caminho que a Sony tomou com The Order: 1886, que adotará a resolução de 1920 x 800 pixels, chamando-a de "uma decisão interessante". Ele aponta que games como Forza imploram por resolução Full HD a 60 fps e atingir esse patamar é importante, mas a verdade é que ao menos para a Microsoft, mais importante do que entregar gráficos com resolução estonteante é manter a jogabilidade estável.

Fonte: GI e CVG.

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