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Surface Pro 3 será lançado em mais 25 países; Brasil de fora

Microsoft confirma lançamento do Surface Pro 3 em mais 25 países em agosto, entretanto mais uma vez o Brasil é ignorado

4 anos atrás

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Eu gosto muito do meu iPad, de verdade. Como ferramenta de entretenimento e produtividade ele é um excelente meio-termo, porém é fato que para quem precisa de uma máquina potente para trabalhar em movimento ele dá umas deslizadas em comparação a um notebook, seja Linux, Mac ou Windows, mas com a vantagem de poder ser levado para qualquer lugar.

É por isso que o Surface Pro 3 é um sonho de consumo para mim: seu incrível poder de fogo e portabilidade (ele é até amigo do seu colo) o tornam a ferramenta perfeita para quem precisa de uma ferramenta mobile verdadeiramente poderosa. Claro, apesar do pensamento geral ele não concorre com o iPad: ele não é um tablet, ele é um ultrabook pra lá de parrudo.

É por isso que eu fico triste com o fato da Microsoft ignorar o Brasil como mercado digno de receber o dispositivo, e essa mentalidade permanece com o anúncio de mais países que o receberão. Redmond confirmou que o Surface Pro vai desembarcar nos seguintes países no dia 28 próximo: Reino Unido, Austrália, Áustria, Bélgica, China, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Hong Kong, Irlanda, Itália, Coreia do Sul, Luxemburgo, Malásia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Singapura, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan e Tailândia.

Com preço inicial de US$ 799 nos Estados Unidos e equivalente no Canadá, até agora os dois únicos mercados em que ele está disponível, ´evidente que ele sairia os olhos da cara por aqui, mas ao menos teríamos a opção de comprar ou não.

Eu não entendo essa estratégia. Por um lado a Microsoft considera o Brasil um mercado forte o suficiente para fabricar o Xbox One em Manaus, a fim de reduzir custos e oferecê-lo com um preço final bem mais em conta do que o PS4, mas por outro não vê nossos consumidores como compradores em potencial da linha Surface, o que acho algo completamente sem sentido. Pessoas querem ferramentas mais portáteis e ao mesmo tempo mais poderosas, e o Surface Pro 3 é um produto cujo preço elevado poderia ser absorvido pois ele não é para todo mundo: quem vai adquirí-lo são em sua maioria profissionais, não consumidores de tablets em geral.

Para mim, posicionar o Surface Pro 3 como um concorrente do iPad e demais tablets é um erro. Ele é um ultrabook e notebook killer, independente de qual seja o sistema operacional. Colocá-lo para bater de frente com o Macbook Air e mesmo o Pro seria uma estratégia mais sensata, e com isso suas vendas poderiam ser potencializadas o suficiente para fazê-lo presente por aqui. Uma pena, infelizmente.

Fonte: TNW.

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