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China de novo: Apple é limada da lista de compras do governo

Governo chinês continua chutando empresas estrangeiras: dessa vez dez dispositivos Apple são excluídos da lista de compras do governo local

5 anos atrás

ipad

Ultimamente a China virou figurinha carimbada aqui no MeioBit, mas também não é para menos: o governo de Pequim está batendo forte na cabeça de empresas estrangeiras, desde Google e Microsoft (duas vezes) a companhias de softwares de segurança como Symantec e Kaspersky, sob a mesma acusação: a suspeita de que as mesmas espionavam a China a serviço do governo norte-americano (no caso da Kaspersky, de Moscou). A Apple não é exceção, mas agora ela levou um golpe daqueles.

Ao publicar a versão final da lista de compras governamental do governo chinês no mês de julho, nada menos que dez dispositivos da maçã foram excluídos, impossibilitando que sejam adquiridos com dinheiro público. Entre eles estão o iPad Air, o iPad mini, o Macbook Pro e o Macbook Air. A informação é confidencial, porém foi confirmada por funcionários estatais chineses que pediram para não serem identificados. Segundo eles os dispositivos estavam presentes na listagem de junho fornecida pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e o Ministério das Finanças chinês, porém nota-se que Pequim não está mais tão disposta a permitir que equipamentos e softwares imperialistas se proliferem entre as fileiras das estatais da Grande China.

O governo local está executando uma onda de represálias muito forte desde que Snowden abriu a boca, já que entre os documentos revelados estava uma grande operação de espionagem da NSA utilizando a Huawei como boi de piranha, a mesma companhia que foi impedida de entrar nos Estados Unidos sob suspeita de ser um fantoche de Pequim (quão irônico). O grande problema para a Apple é que ao perder licitações com o governo o impacto em suas vendas pode ser considerável: o país responde por 16% dos US$ 37,4 bilhões em vendas globais (números do último trimestre), e apesar do governo preferir computadores com Windows XP (na maioria das vezes, pirata), é fato que os iGadgets eram vistos como ótimos aparelhos tanto pelo público quanto pelo funcionalismo estatal.

O grande problema é que a China já assinalou que as restrições não ficarão restritas a repartições públicas: o governo já sinalizou promover uma campanha para desencorajar o público a abrir mão de produtos estrangeiros em prol de dispositivos e soluções locais. Portanto é fato que a segunda paulada no cocoruto da Apple, Google, Microsoft e outras empresas pode não demorar.

Fonte: BB.

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