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SoFIA, o chip barato da Intel para smartphones de entrada

Intel quer que SoC SoFIA pavimente o caminho para smartphones realmente baratos para mercados emergentes, com valores de até US$ 50

5 anos atrás

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A Intel sabe muito bem que o futuro está em dispositivos móveis, visto que o mercado de PCs vem encolhendo gradativamente. O processador Bay Trail foi uma boa aposta, vindo ele a equipar tablets Windows, seguido pela aposta para dispositivos mobile Merrifield e Moorefield. Entretanto eles são mais voltados a ultrabooks, tablets e smartphones de média a alta performance. Já no mercado de dispositivos de entrada a aposta é o SoFIA, um chip de baixíssimo custo que é a principal aposta da companhia para introduzir a arquitetura x86 com sucesso no mercado mobile.

O chip SoFIA — de Smart or Feature Phone with Intel Architecture — foi apresentado pela primeira vez em dezembro e é produzido principalmente em Singapura. A estratégia da Intel é oferecer um chip tão barato que os fabricantes de dispositivos móveis possam oferecer smartphones de entrada com qualidade e preços realmente acessíveis — na casa dos 50 dólares ou menos. Visto que a Microsoft recentemente matou as linhas Nokia X, Asha e S40 e as empresas em geral não querem mais saber de celulares pé-de-boi porque eles simplesmente não dão lucro, a estratégia de fornecer hardware barato que possibilite a fabricação de smartphones funcionais e com preços altamente competitivos seria ideal para absorver esse mercado, que está em vias de se tornar órfão.

A primeira versão do SoFIA, que está previsto para chegar ao mercado no fim do ano contará com um núcleo dual-core Silvermont de 64 bits e conexão 3G/HSPA+, enquanto uma versão 4G/LTE está prevista para depois. Entretanto há um porém: como ele foi desenvolvido para ser o mais simples possível a fim de ser barato, o SoFIA não conta com conectividade Bluetooth ou Wi-Fi. Isso pode significar um problema, pois obriga os parceiros e incorporarem mais componentes nos smartphones. Por outro lado, para manter os aparelhos baratos a Intel será obrigada a vender os chips quase que de graça, a fim de permitir que os aparelhos contem com as funcionalidades de conexão que nele carecem. Isso claro, se não for decidido que um aparelho de entrada baratinho não precise de Bluetooth. Sem Wi-Fi é algo muito improvável.

Resta ver se dará certo. Por um lado eu gosto da ideia de smartphones bem baratos que qualquer um possa comprar (desde que minimamente utilizáveis), só que vai depender da boa vontade dos fabricantes em aceitar lidar com um chip que não conta com conexões de rede básicas, mas que poderia ser adquirido a troco de pinga.

Fonte: CNet.

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