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Daniel Matros da DICE mostra na Campus Party Recife como os games podem ensinar muita coisa

Na Campus Party Recife, Daniel Matros da DICE contou como os games podem mudar a sua vida.

5 anos atrás

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Daniel Matros, produtor da DICE e de jogos da franquia Battlefield, subiu ao palco da Campus Party ontem para mostrar sua visão sobre como os games podem revolucionar a sua vida. Para ele, os jogos ensinam muito mais do que os métodos tradicionais de educação, te tornando melhor através da persistência. “Os videogames te ensinam que você pode falhar”, diz Matros. “Depois de tentar e perder, você volta com mais experiência e recursos, e consegue vencer. Nas escolas, se você falhar em um teste, na maioria dos casos, não pode tentar novamente”.

Matros descreve os games como artefatos culturais, e diz que os desenvolvedores precisam fazer o jogador errar e falhar, para que ele consiga melhorar. Cada vez mais, os jogos são um reflexo da realidade, e todos os estereótipos estão caindo.

“O interessante dos games é que eles contam com uma linguagem própria, e através da sua experiência, você se torna cada vez melhor no que faz. Ao resolver os puzzles de um game, você faz o que for preciso para ir adiante, procura itens, entra em locais onde normalmente não entraria”, conta Daniel Matros.
 
“Em um game, você também precisa aprender a se cuidar e a ficar pronto para a batalha pois animais ou inimigos podem querer te matar.”

Matros acredita que o consumismo tomou conta das nossas vidas, e cita o jogo The Sims como exemplo do que deve ser evitado: “Neste game, você tem que comprar muitas coisas que realmente não precisa para que a barra fique verde, e mesmo depois que sua casa estiver lotada de tralhas, terá que comprar mais itens”.

Para ele, a vida dos desenvolvedores independentes de games está cada vez mais fácil, através do Steam e de sites de crowdfunding como o Kickstarter e o Indiegogo, e entregar exatamente o que o seu consumidor está buscando. Citando o game League of Legends como um exemplo de game criado com o feedback da comunidade, Matros acredita que o mundo está aberto para os desenvolvedores.

“Muitos devs de games começaram em fóruns antes de trabalhar com o meio”, conta. “Para ter sucesso com um game independente, você precisa antes de mais nada de uma boa ideia, mas isto não é o suficiente. É preciso saber o que você está fazendo. Se você vai tentar vender o seu game para um estúdio, terá que explicar muito bem qual é o seu grande diferencial, seja ele mudar o mundo ou simplesmente divertir as pessoas”.

Para Matros, a qualidade dos gráficos do jogo é o que menos importa nesta equação. O importante é o que o jogador vai sentir, e não o visual do jogo. O mais importante, além de uma ótima ideia, é lançar uma versão beta do seu jogo, pois se as pessoas não jogarem e testarem, não tem como dar certo.

Assim como em qualquer área, é preciso acreditar em si mesmo, e no que você está fazendo. É importante ter boas ideias, lançar seus games e fazer muitos testes, mas o essencial mesmo é amar o que você faz”, concluiu.

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