Paul McCartney relança cinco álbuns reimaginados como apps para iPad

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Recentemente músicos tem percebido que ao invés de fornecer apenas seu mais recente álbum para ser adquirido pelas lojas digitais, é muito mais atraente aos olhos do público consumidor disponibilizar versões expandidas dos mesmos na forma de apps, com material adicional que todo fã gostaria de ter acesso de forma simplificada. Personalidades contenporâneas como Lady Gaga, Jay-Z e Björk, que cresceram dentro dos novos formatos estão os primeiros a explorar este formato, e agora um músico da velha guarda também aderiu: Sir Paul McCartney.

Foi a Concord Music Group, a gravadora de McCartney quem disponibilizou nesta quarta-feira cinco de seus álbuns clássicos – Band on the Run, McCartney, McCartney II, RAM e Wings over America – na forma de apps exclusivos para o iPad, por apenas US$ 7,99 cada. Digo que está barato por um simples motivo: McCartney entendeu, assim como outros artistas que fornecer um material amplo e diversificado é mais lucrativo do que apenas as faixas com áudio em melhor qualidade. Tanto é que os apps estão mais baratos do que os álbuns, que custam entre US$ 12,99 e US$ 14,99 na iTunes Store.

Pelo preço reduzido o fã levará para casa não só o álbum com faixas remasterizadas, como também material adicional na forma de vídeos, artworks, entrevistas e fotos.

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Além de atrair o interesse dos fãs, os músicos tem percebido que só vender a música não basta. No início do ano o analista Mark Mulligan escreveu um artigo comparando a mudança do share da iTunes Store em dez anos: em 2003, obviamente 100% do dinheiro vinha das vendas de música, mas desde a introdução de programas de TV e filmes em 2007 e a criação da App Store em 2008 as coisas começaram a mudar, e se intensificaram com a chegada do iPad em 2010. No ano passado, vendas de músicas só representaram 24% do lucro, contra 62% de apps e 14% de vídeos, livros e outros.

Essa é uma das alternativas que os artistas podem usar para reduzir um pouco as perdas com a pirataria, ao invés de lucrarem somente com shows – não que faça diferença para McCartney, ele tem mais dinheiro do que consegue contar. Artistas menores podem se beneficiar desse formato, ao oferecerem itens e entrevistas exclusivas apenas para quem adquirir o app, conferindo à mídia um ar de exclusividade e claro, ganhando um bom dinheiro com isso.

Por enquanto os apps estão disponíveis apenas no iPad – assim como toda a discografia dos Beatles – e podem ser adquiridos aqui.

Fonte: G.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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