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Google passa a avisar aos usuários quais sites usam Flash

Google Now passa a avisar usuários de iOS e Android quais sites utilizam conteúdos em Flash nos resultados de busca, de modo a evitar chateações

5 anos e meio atrás

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Steve Jobs odiava o Flash, e com razão: em sua famosa carta aberta endereçada à Adobe, ele explicou porque o plugin foi chutados dos iGadgets e não é bem visto nos Macs: ele é pesado, consumindo banda e energia em demasia. Por um bom tempo foi divertido ver alguns droidfags agarrados ao Flash como diferencial do Android frente ao iPhone e iPad, para serem destroçados com a fatídica comparação entre o Motorola Xoom e o iPad 2. Sério, o próprio site do tablet Android rodava melhor no iPad.

A Adobe viu todo mundo adotar HTML5 em mobile e não fez nada para contra-atacar, até decidir encerrar (se é que começou um dia) o desenvolvimento de versões mobile do Flash. Ficou restrito a sites tradicionais, mas todos sabemos como é problemático quando estamos no iPhone ou Android, buscamos um site e pronto, damos de cara com conteúdo em Flash que não pode ser executado. Felizmente (menos para a Adobe e donos desses sites), o Google resolveu dar uma mãozinha.

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A partir de hoje, o Google vai especificar em seus resultados de busca quais sites utilizam conteúdo em Flash, de modo a evitar que os usuários se chateiem acessando páginas que não conseguirão ler de qualquer forma. Pior para quem ainda se agarra ao Flash e faz pouco do HTML5, pois a partir de agora eles terão menos visitações acidentais de usuários em dispositivos mobile, que fugirão deles como o diabo da cruz. Claro, tais pessoas preferem pensar em seus sites sendo acessados exclusivamente pelo desktop, só que deixar claro aos donos de iGadgets e robozinhos que aquele site não vai abrir em seu dispositivo o fará perder o pageview, o que fatalmente se reverterá em queda nos lucros com o AdSense. E visto por esse ângulo o Google apressa ainda mais a morte do plugin, pois vai deixar de pagar a quem se recusa a evoluir.

No fim, todos ganham: o Google, que vai economizar trocados; o usuário, que vai evitar se chatear e os fabricantes, que não terão mais que se preocupar com dar suporte ao plugin ou acessos acidentais e desenvolver baterias mais potentes. Só quem dança é a Adobe e quem ainda mantém sites em Flash, mas ao contrário do panda, ninguém está nem aí se ele sumir por recusar-se a seguir em frente.

Fonte: GWCB.

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