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Google revela a nova cara do Android L

Google revela na conferência I/O 2014 as diversas novidades que estarão presentes na próxima versão de seu sistema mobile, chamado de Android L

5 anos atrás

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Hoje teve início a Google I/O, a conferência anual de desenvolvimento de Mountain View voltada a revelar as principais novidades para os próximos meses. Claro que a principal delas diz respeito à nova versão de seu sistema operacional mobile, conhecida apenas como Android L e que contará com um visual novo e diversas melhorias no desempenho.

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Foi revelado que o Android L contará com 5 mil novas APIs, mas a principal mudança ficará realmente a cargo do visual, graças à iniciativa chamada Material Design. Ela é um conjunto de normas e diretrizes que visam otimizar a performance e padronizar a aparência dos produtos Google nas mais diversas plataformas - sejam Android, Chrome OS ou na web e se estendendo para outros produtos, como TVs, carros e onde mais um produto Google rodar. Ela fornece padrões de layout, cores, ícones, animações e etc, de modo que o desenvolvedor não terá trabalho em escrever um app que funcione tanto no smartphone quando no tablet, ou mesmo versões para o Chrome OS, web ou wereables.

Google Developers — Material design

Isso posto, voltemos ao Android. A lock screen e a área de notificações são basicamente uma coisa só, com exibição dos alertas com os quais você pode interagir ali mesmo. Você pode também rolar a tela e ver o restante das notificações, e ver que ele a partir de agora aprenderá com o usuário, dando destaque aos alertas mais relevantes de acordo com seu comportamento. Além disso, chamadas de vídeo não mais irão se sobrepor ao que você está fazendo: as notificações aparecerão na parte superior e com um slide você poderá dispensá-las sem ter que interromper seu jogo, por exemplo.

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O Google também destacou a fluidez das animações graças ao Material Design, que prometem 60 fps mesmo em aplicações web, o que é bem interessante (mas é bem provável que apenas modelos high-end sejam capazes disso). Já no quesito performance, o Android L vai rodar exclusivamente na máquina virtual ART, introduzida no KitKat. Com isso, mesmo que não haja diferença na arquitetura o Google garante que o desempenho pode até dobrar, devido à forma como ele trabalha: enquanto o Dalvik compila o código do app em tempo real, o ART o faz com antecedência. Isso melhora o consumo de bateria, RAM e a uma execução de apps mais rápida e fluída.

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Além disso, por ser uma VM mais recente a ART já está pronta para trabalhar com SoCs ARM ou x86 (como os Bay Trail da Intel) e suporta inclusive a arquitetura de 64 bits, o que abre caminho para os chips mais recentes da Qualcomm e Samsung. Com isso, os próximos Androids de ponta já poderão vir equipados com o Snapdragon 810 ou o futuro Exynos que a Sammy promete há algum tempo. Já o Project Volta promete melhorar a performance da bateria.

A previsão é que o Android L chegue ao usuário final no outono. O código estará disponível hoje e versões de desenvolvimento poderão ser instaladas no Nexus 5 e 7 a partir de amanhã.

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