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Velha mídia da Alemanha declara guerra ao Google

Ganância, Mesquinharia, Falta de Visão. Estamos em 2014 e a Velha Mídia AINDA não entendeu a internet: repetindo a Bélgica em 2007, jornais e revistas da Alemanha estão processando o Google exigindo 11% da renda bruta da empresa, em troca do PRIVILÉGIO de sumarizar notícias e linkar para os sites desses veículos.

6 anos atrás

wermarcht

too soon?

Existem poucas coisas mais tristes do que ver gente que não entendeu o futuro se debater inutilmente, morrendo e indo para o limbo da História. Ao mesmo tempo, se for gente que deveria estar pensando no futuro, sequer se preparando mas ajudando a criá-lo, melhor ainda.

É o caso da mídia impressa, arrastada com correntes para a internet, tentam o tempo todo repetir seu modelo de negócios, com idéias bestas como Paywalls e aquela PALHAÇADA da Folha, onde um Javascript besta bloqueia quando tentamos copiar um trecho de uma matéria. A internet é feita de links, mas fazem questão de defender a usura. 

Isso não é só aqui. Em vários lugares associações de jornais se rebelaram contra sites mais inteligentes e atuais. Houve casos de jornais que proibiam que você linkasse para um artigo diretamente, deveria apontar para a home e lá o usuário que procurasse pela matéria. Outro site tinha um formulário onde você podia solicitar o direito de linkar para eles, e se aprovado, após pagar poderia subir o link.

Um alvo comum dessa gente jurássica é o Google News, agregador de notícias do Google (d'oh). A alegação dos caras é que o Google lucra com o conteúdo deles, que os usuários só leem os títulos, não vão para os artigos e por isso exigem uma fatia do bolo. No caso dos jornais e revistas alemães, querem apenas 11% da renda bruta de publicidade, direta ou indireta, nacional E estrangeira, das páginas que agreguem links para os veículos germânicos.

O Google coleta os dados, tabula, organiza, exibe e como o texto não é atraente o usuário não clica para ler a matéria toda, e a culpa é do Google?

Como os alemães são patologicamente incapazes de aprender com a História, preferiram invadir o Google no inverno ao invés de pesquisar e descobrir que em 2007 os jornais da Bélgica fizeram as mesmas alegações, ganharam na Justiça, foram desindexados pelo Google, viram as visitações despencarem e depois os belgas voltaram mendigando com pires na mão.

As cortes alemãs não são simpáticas ao Google, é possível que ganhem, o que significa que em breve será bem mais complicado achar links para matérias de veículos germânicos. Well, azar. Quando o videocassete surgiu a Disney e o Universal Studios tentaram barrar na Justiça a tecnologia, alegando que a capacidade de gravar um filme da TV era competição desleal.

O caso se arrastou até a Suprema Corte, com a decisão de Sony Corp. of America v. Universal City Studios, Inc. sendo em favor da Sony em apertados 5 × 4. Com isso os fabricantes não seriam responsabilizados por violações de Copyright caso material protegido fosse copiado usando os videocassetes E os usuários domésticos foram autorizados a gravar para uso próprio filmes e programas da televisão.

Aliás a própria televisão enfrentou uma briga parecida, quando o cinema criou os formatos de tela larga para impedir que assistir filmes na então chegada TV fosse uma experiência agradável. Entra tecnologia, sai tecnologia e os incompetentes não se adaptam nem morrem de uma vez, só fazem barulho, incapazes de aceitar que as coisas mudam.

Fonte: AT.

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