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Zoë Mode lamenta Xbox One vendidos sem Kinect

Responsável pelo estúdio criador do Zumba Fitness reclama da decisão da Microsoft de vender o Xbox One sem Kinect, diz que agora o acessório dificilmente receberá um título de peso e pior, que desenvolvedores que estão criando para o Kinect terão dificuldade em recuperar o investimento.

5 anos atrás

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Não demorou para as desenvolvedoras comentarem sobre a decisão da Microsoft de passar a vender o Xbox One sem o Kinect e embora a fabricante afirme que conversou com os estúdio antes de tomar a decisão, alguns deles estão mostrando uma grande insatisfação.

Um que encarou a notícia de forma mais amena e sarcástica foi a Harmonix, que atualmente esta trabalhando no Fantasia: Music Evolved. Já Paul Mottram, chefe da Zoë Mode, que é mais conhecida pelas séries SingStar e Zumba Fitness, foi mais incisivo em sua crítica.

Imagino que essa decisão não tenha sido fácil, mas é compreensível que eles precisem competir com o PS4 no preço. Contudo, apesar de não ser perfeito, o Kinect ajudou a diferenciar as plataformas, o que só pode ser uma coisa boa.

Do ponto de vista do desenvolvedor é uma pena, pois mata as chances de fazermos um título original para o Kinect que não seja um produto licenciado de fitness ou de dança. E mesmo esses sofrerão pois agora é pouco provável que vejamos o Kinect 2 chegar perto da base instalada do original. Mesmo antes já era um desafio.

Mottram ainda lamentou a situação dos estúdios que estão desenvolvedor títulos para serem utilizados exclusivamente com o Kinect, já que viram diminuir as chances de recuperar o investimento e que ainda espera ver o lançamento de um jogo que seja considerado obrigatório, mudando assim a impressão que os céticos tem em relação ao acessório.

Durante o Sala da Justiça desta semana eu dei uma opinião muito parecida com a do executivo e por mais que eu não gostaria que isso acontecesse, não consigo tirar da cabeça a ideia de que para games a Microsoft matou o Kinect. De fato acho que eles não tinham muitas opções e que o acessório era realmente seu grande diferencial, mas tirando jogos de dança ou exercícios, o detector de movimentos praticamente só serviu para darmos comandos por voz nos títulos mais complexos, o que particularmente considero um baita desperdício.

Eu estou com Paul Mottram na expectativa de que algo realmente revolucionário apareça no Kinect, talvez os estúdios independentes consigam trazer este jogo matador, mas como tenho esperado isso desde o Xbox 360, começo a achar que talvez este game nunca venha e só não sei de quem será a culpa se isso acontecer, dos desenvolvedores, da Microsoft ou do próprio acessório.

Fonte: Develop.

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