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Novidades da Xiaomi: tablet MiPad com Tegra K1 xerox do iPad mini e TV 4K de US$ 640

Xiaomi apresenta o MiPad, primeiro tablet do mundo equipado com chip Tegra K1 que a cara do iPad mini e Mi TV 2, televisor 4K 3D de apenas US$ 640

5 anos atrás

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Tudo bem que a China é conhecida por copiar coisas, embora quase que a totalidade de nossos dispositivos sejam fabricados lá. Como o Cardoso bem apontou a China se divide em duas: a que faz P&D de verdade, capaz de mandar robôs para a Lua enquanto nós nos viramos com um datilógrafo, e a outra China que vive de kibes, inclusive copiando trens-bala e aviões.

A Xiaomi meio que joga no segundo time. Embora seja capaz de cometer produtos interessantes como o Mi3, que é um sucesso no território chinês, mas não consegue se livrar da filosofia de copiar na cara dura. Vide o que aconteceu com o Pressy e agora, com o MiPad.

O pior de tudo é que tecnicamente o MiPad é um tablet muito bom. Ele é o primeiro a vir equipado com um SoC Tegra K1 da nVidia (nessa hora o Laguna levanta uma sobrancelha), com um núcleo ARM Cortex-A15 quad-core de 2,2 GHz (e outro A7 para tarefas menos pesadas) e GPU com 192 núcleos CUDA, cujo anúncio na CES prometia ser capaz de bater os gráficos de games da sétima geração. Como o MiPad conta com 2 GB de RAM, display de 7,9 polegadas com resolução de 2048 × 1536 pixels (324 ppi, os menos números do iPad mini Retina) e bateria monstruosa de 6.700 mAh, é capaz que ele de fato alcance tais resultados e mais, terá combustível à disposição. Outras especificações são câmeras principal de 8 megapixels da Sony e frontal de 5MP com abertura f/2,0, versões com 16 ou 64 GB de espaço interno, entrada para micro-SD e Android 4.4 KitKat com a interface MIUI OS.

Apesar disso tudo, o grande problema e que será o evidente motivo de comparações foi a decisão do departamento de design copiar a Apple de ponta à ponta, do formato ao botão Home, passando pela customização do Android e o revestimento traseiro colorido, fazendo do MiPad um híbrido entre o iPad mini e o iPhone 5c. Para um produto que tem a missão de ser o primeiro tablet com a nova geração de chips Tegra, um pouco mais de personalidade se faz necessária. Mas depois de copiar um projeto do Kickstarter de uma startup minúscula, eu espero qualquer coisa da Xiaomi.

O MiPad custará o equivalente a US$ 240 (16 GB) ou US$ 270 (64 GB) e por enquanto não há informações de quando ele será lançado fora da China, mas como a empresa está em vias de expansão é seguro dizer que não demorará muito para ele aparecer em outros países, inclusive por aqui.

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Entretanto nem só de tablets kibados vive a Xiaomi, a empresa também apresentou nesta quarta-feira a Mi TV 2, um novo modelo de TV 4K, seguindo sua entrada no mercado em setembro. Tal como os primeiros modelos, ele vem equipado com Android com a camada de customização MIUI TV, o que permite carregar apps para eles facilmente. Outros features interessantes é a utilização de um controle remoto Bluetooth LE, e se você perdê-lo basta apertar um botão na TV, e ele vai apitar. Claro, é possível instalar um app em seu smartphone e tranquilamente utilizá-lo como controle. O display 4K de 49 polegadas é fornecido pela LG, e por tudo o consumidor chinês pagará a bagatela de US$ 640, bem abaixo dos incríveis mil dólares que a Polaroid pediu por seu modelo, com a adição desta contar com 3D.

A Xiaomi confessou que sua primeira leva de TVs teve problemas de produção aquém do pretendido, mas dessa vez ela promete que graças a parcerias com as empresas Winstron e Pegatron, seu novo modelo estará disponível para quem quiser a partir do dia 27 de maio. Infelizmente as chances desse produto sair da China são bem baixas.

Fontes: Phone Arena e Engadget.

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