Programador recria Flappy Bird em menos de 1 h

passarodmal

O iPhone ressuscitou uma categoria que estava morta e enterrada: o programador independente de jogos. Não o Hobbista, não o estudante, mas o profissional que vivia de criar jogos sem um mega-estúdio por trás. Nos Anos 80 vários sucessos dos micros pessoais eram obra de independentes. Com o tempo o custo dos jogos foi crescendo e muita gente, eu inclusive nutria o preconceito de que se você não for a EA não tem chance nesse mercado.

Quando o iPhone criou todo um ecossistema de apps, os programadores perceberam que podiam ganhar dinheiro com jogos de US$ 0,99; e que esses jogos não precisavam ser um GTA 5 da vida. Vários jogos de sucesso são releituras de velhas idéias. Angry Birds nada mais é que o bom e velho GORILLA.BAS, que vinha no MS-DOS. É muito simples, usa equações de física básica. Em meu livre de Flash, publicado 14 anos atrás ensino passo-a-passo a criar um joguinho no estilo.

Esses jogos casuais quando caem no gosto popular rendem fortunas. Angry Birds é uma potência com PIB maior que vários países da África, “bobagens” como Words With Friends e Draw Something consomem produtividade a rodo, e por mais simples que seja, se o jogo combinar frustração e recompensa nas medidas certas, faturará horrores.

Foi o que aconteceu com o famigerado Flappy Bird, que gerou comoção mundial. Como um bom e velho cassino, ele é feito para você perder. Como a boa e velha guerra total termonuclear, a única forma de ganhar, é não jogando. Só que o cérebro humano não funciona assim. Somos animais competitivos. Vemos instantaneamente onde erramos no Flappy Bird, nos culpamos e tentamos de novo.

Esse simples uso de psicologia compensa toda a falta de complexidade do jogo. Em verdade, em termos de complexidade não há nenhuma, essa é a beleza da coisa. A programação do Flappy Bird, incluindo modelagem do personagem pode ser feita em pouco mais de uma hora. Foi o que um cidadão, munido do mais elevado espírito Hacker demonstrou.

Ele começou do zero, usando Blender para modelar e animar o jogo, Python para programar o funcionamento e terminou com uma versão de Flappy Bird rodando em PC. Tempo total? 1 h 5 min. Veja o processo:

Isso é uma bela lição para gente como eu que insiste em achar que toda idéia precisa ser complicada e toda execução custar uma fortuna e envolver a Industrial Light & Magic. Quer fazer o próximo Flappy Bird? Pra começar você precisa entender que NÃO está fazendo o próximo Final Fantasy.

De resto, não entendi esse pássaro idiota. Era só voar meio-metro pra esquerda ou pra direita e desviar dos canos. Bicho burro.

Fonte: DD.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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