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Sony demite 5 mil funcionários, vende linha de PCs VAIO e transforma divisão de TVs em subsidiária

Previsão de perdas para o ano fiscal levam Sony a abrir mão da linha de PCs VAIO, demitir funcionários e transformar a divisão de TVs em uma subsidiária

5 anos atrás

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A coisa não está nada boa na Sony. Ao ver o mercado de tablets e smartphones devorar o de PCs cada vez mais, a empresa que outrora ostentava a linha VAIO como um símbolo de qualidade, um sonho de consumo de muita gente (e por isso mesmo seus produtos eram caríssimos) foi sendo gradativamente dilapidado. A empresa bem que tentou mas o mundo mobile não é sua praia, isso ou não lançaria coisas esquisitas como um tablet que parece uma revista e outro dobrável além do Xperia Play, um smartphone que rodava games do PSOne caríssimo e que morreu sem atualizações pouco tempo depois.

Por presepadas do tipo que a Sony viu o dinheiro escoar. Apesar de anunciar um lucro líquido de 27 bilhões de ienes (cerca de R$ 638 milhões) no terceiro trimestre fiscal de 2014 ela cortou suas projeções futuras, prevendo prejuízo de ¥ 110 bilhões (R$ 2,6 bilhões). Com isso, medidas drásticas foram tomadas de modo a manter a Sony na linha.

A primeira e mais desagradável é o corte de 5 mil empregos, sendo 1.500 só no Japão e 3.500 no resto do mundo até o fim do ano fiscal, que se dará em março. A segunda já era especulada: ela se livrará da linha VAIO, vendendo-a para a empresa de investimentos Japan Industrial Partners num acordo que será concluído até março. Embora tenha sido especulado que a Sony e a Lenovo fechariam uma parceria para revitalizar a linha, a empresa achou melhor vendê-la de uma vez e privilegiou uma empresa japonesa em detrimento de uma chinesa, o que não chega a ser uma surpresa. Por fim a divisão de TVs também passará por mudanças. Como forma de manter as contas enxutas ela será desmembrada da Sony, passando a ser uma empresa subsidiária. A migração ocorrerá até junho.

A Sony declarou que vai se focar no mercado pós-PC atendendo a demanda de seus investidores, que mesmo com essas mudanças não estão lá muito contentes: a previsão é que a Sony continue perdendo dinheiro e é desejo deles que a empresa feche fábricas e venda mais divisões como forma de conter o sangramento. Eu acho realmente uma pena a Sony sair do mercado de PCs, mas essa era uma pedra cantada há algum tempo. O ramo está indo de mal a pior e os produtos da linha Vaio eram indecentes de tão caros, ainda mais se comparados com concorrentes de configurações similares ou mesmo idênticas. A Sony sempre vendeu sua marca como status, seus produtos sempre tiveram tradição de serem mais caros. Só que hoje em dia isso funciona para a Apple e olhe lá.

E o mais engraçado é que a Apple, ao menos Steve Jobs reconhecia a qualidade da empresa. Segundo o escritor Nobuyuki Hayashi, em 2001 Jobs e o então presidente da Sony Kunitake Ando se reuniram para um jogo de golf no Havaí em 2001. Em determinado momento Jobs exibiu ao japonês um PC da Sony rodando Mac OS X e disse que estava disposto a abrir uma exceção, permitindo que a linha VAIO contasse com seu sistema. Na época com seus PCs vendendo bem, Ando recusou o acordo.

Pode parecer absurdo, mas lembremos que Jobs copiou a filosofia de um uniforme pessoal visitando a linha da Sony nos anos 80. Não obstante há a história bem documentada envolvendo o então SVP de engenharia de software Bertrand Serlet durante a fase da “vida dupla” do OS X, rodando em processadores PowerPC enquanto seu time trabalhava com a Intel: ele teria exigido que alguém fosse na Fry's mais próxima e “comprasse o VAIO mais caro que encontrasse”, como forma de provar que o o sistema da maçã rodaria liso em máquinas da empresa japonesa.

Caso a história fosse diferente…

Fonte: Engadget.

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