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YouTube pagou US$ 1 bi à indústria musical, e gravadoras querem mais

Pesquisa aponta que cerca de 38% dos vídeos do YouTube são músicas; mesmo recebendo fortunas do Google nos últimos anos, gravadoras ainda têm fome de grana

6 anos atrás

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Que a indústria da música é retrógrada, atrasada e faminta por grana todo mundo sabe. Não é de hoje que as gravadoras vivem pegando no pé de quem quer que seja que possa representar uma redução de seus ganhos, sejam pessoas normais compartilhando clipes e MP3 nos torrents, sejam pessoas subindo vídeos com covers (vide o que aconteceu com o Nick, que tomou três strikes dos representantes da banda Supertramp e teve seu canal do YouTube exterminado) ou mesmo o próprio Google.

Uma última pesquisa realizada pela empresa Tubular Labs revelou que de todos os vídeos hospedados no YouTube, cerca de 38,4% são de vídeo de músicas, todas com direitos autorais. A última confusão que envolveu vloggers de games se deu principalmente porque o Content ID, a ferramenta automática que identifica material com copyright detectou trechos de músicas que reclamantes pequenos, donos de empresas pequenas marcaram suas propriedades e distribuíram flags a torto e direito. Já no caso de gravadoras e grandes redes, a conversa é diretamente com quem tem grana, no caso o Google.

A indústria aproveitou o resultado da pesquisa para novamente vociferar que recebe pouco dinheiro da empresa, que o vídeos ameaçam a arrecadação dos artistas e prejudica as gravadora, blá, blá, blá e blá. Só que o VP de conteúdo do YouTube Tom Pickett, durante painel em Cannes nessa segunda-feira rebateu as críticas e jogou no ventilador, dizendo que nos últimos anos a empresa pagou às gravadoras US$ 1 bilhão em direitos autorais, gerado principalmente pelo sistema de ads em vídeos.

Só que mesmo assim Mountain View não convenceu os dinossauros da música, e mesmo gravadoras indies como a !K7 não gostam da máxima "do no evil", alegando que o modelo de negócio do Google é nocivo em geral, pois destrói a concorrência e concentra tudo em suas mãos (sim, óbvio ululante). Seu representante inclusive alegou que “preferia que o YouTube ficasse longe da música”.

Representantes de sites de streaming também não gostam do YouTube mas o aceitam com um mal necessário, como o CEO do Deezer Axel Dauchez, que chamou o serviço do Google de “veículo de pirataria legal, porém importante”. O Spotify lembrou no mesmo painel em que Pickett estava que seu modelo paga mais do que o YouTube: são de US$ 6 mil a US$ 8,4 mil por milhão de execuções contra US$ 3 mil por milhão do concorrente.

Pode ser que a arrecadação melhore no futuro se for confirmada a informação de que o YouTube vai lançar um serviço de streaming de músicas, possivelmente com um modelo pago para evitar ads. Entretanto, independente do que faça é fato que a indústria musical nunca ficará contente, desejando sempre mais dinheiro tanto de empresas quanto de civis para proteger seu modelo de negócios arcaico, que definha desde o lançamento do MPMan e do Rio PMP300, os primeiros MP3 Players no longínquo ano de 1998.

Fonte: The Guardian.

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