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Google e Audi anunciam iniciativa para colocar Androids em carros

Google anunciou uma parceria com a Audi, vai levar o Android para carros. A proposta é legal, inclui criar hardware específico, não só interfacear com smartphones, mas por outro lado é tão conservadora quanto tudo que a concorrência faz. Não querem criar um KITT, querem que o Android controle GPS, rádio, MP3 e outras coisas chatas.

6 anos atrás

androide

Todo mundo está de olho no mercado automotivo. Microsoft, Apple e agora Google. Cada um com uma proposta diferente.

A Microsoft vende integração profunda de hardware, o Google quer desenvolver junto com a Audi equipamentos específicos rodando Android e a Apple oferece carros compatíveis com iOS e Siri.

O Google é o mais novato dos três, mas tem parceiros fortes, como a nVidia. Mesmo assim, a proposta em si é conservadora como a da concorrência. Vêem o Android como centro de um sistema de navegação e entretenimento, o que é legal e tals mas não é o que realmente queremos.

Nossos carros são uma contradição. Centenas de processadores, mais linhas de código do que um F22 (isso não é um exagero) e mesmo assim são burros como uma porta. É ótimo o controle de tração fazer mágica e evitar que você caia de um despenhadeiro, mas tente fazer uma ligação com comando de voz e ele já se enrola.

O carro não consegue dizer se a gente vai se atrasar e oferecer pra chamar a pessoa que vamos visitar ao telefone pra avisar.  Que dirá coisas complexas como ver que vai chover, verificar que o reservatório de água do lavador está baixo e pedir pra você completar.

Todo mundo está vendo essa integração como se o carro fosse um dock para o smartphone, quando poderia ser muito mais. Queremos o KITT, não a SIRI. Queremos as conveniências do dia-a-dia que temos nos celulares, transplantadas pro automóvel. Não é preciso que o carro tenha a voz do Val Kilmer e passe no Teste de Turing, mas seria bom se ele me lembrasse que o tanque está baixo e eu tenho uma viagem no dia seguinte bem cedo.

E não, não considero “envie um tweet” como uma função revolucionária de um sistema embarcado.

Fonte: WSJ.

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