Governo dos EUA prevê que carros elétricos nunca serão! Ao menos até 2040

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Existe uma ilusão entre os hipsters antenados de que carros elétricos são a grande modernidade, que Elon Musk é um visionário viajante do tempo e vai salvar o mundo das cáries, junto com Al Gore. Na prática, não há nada de novo na proposta básica da Tesla, do Chevy Volt ou do Nissan Leaf.

Carros elétricos existem desde antes dos carros a gasolina. No começo do Século XX foram A NORMA em boa parte dos EUA, com modelos chegando até a 150 km de autonomia, em condições ideais.

O que aconteceu, apesar do que contam as histórias e os filmes financiados pelos liberais de Hollywood, é que as cidades cresceram rápido demais. A malha de distribuição não acompanhou o crescimento, as pessoas viajavam cada vez mais longe e o carro elétrico, assim como o Ruby, não escalou.

Esse dilema Tostines existe até hoje. A existência de modelos alternativos só piora. Além dos carros 100% elétricos temos os híbridos, os elétrico-híbridos, os carros a Célula de Combustível, Etanol…

Isso tudo gera uma fragmentação entre os “alternativos” e o resultado é que a Energy Information Administration, do Governo do EUA bateu o martelo e disse que os veículos a gasolina vão melhorar em autonomia, os a álcool só serão 11% dos veículos. 100% elétricos? Só 1% e isso em 2040.

É cruel, eu sei, mas não há nenhum incentivo real pra mudar esse cenário. Quando o cinto aperta, o consumidor quer o carro mais barato, sem se comprometer com tempos irreais de abastecimento, 25% de perda de autonomia quando esfria e outros problemas.

Há uma velha afirmação de que não existe problema de engenharia insolúvel, se você aplicar dinheiro suficiente. E MUITO dinheiro está sendo investido na tecnologia de baterias. A percepção do usuário é que nada mudou, mas isso é uma imensa mentira. Meu primeiro celular, um Nokia 232 não fazia rigorosamente NADA e a bateria durava menos de 4 horas. Poucos anos depois tive aparelhos com 15 dias de stand by. Também não faziam nada, mas a autonomia era imensa.

Um smartphone hoje dura basicamente um dia. É pouco? Com certeza, mas é um computador e um rádio e uma TV e uma câmera muito melhores do que você tinha em sua mesa 5 anos atrás, tudo funcionando em conjunto, o tempo todo. Meu 386 DX40 precisava de uma fonte do tamanho de um tijolo, pra funcionar. O Qualcomm MSM8960 Snapdragon Dual Core rodando a 1,5 GHz de meu Lumia 920 consome uma fração de uma bateria que literalmente cabe na minha mão.

Portanto, não é que não haja evolução, a tecnologia apenas não chegou lá. O motor a jato é um bom exemplo dessa “demora”. Os primeiros conceitos surgiram em 1913, mas ele só foi propulsionar um avião em 1939. O modelo híbrido, como o Prius? Inventado por Ferdinand Porsche, para um supertanque nazista.

Ao menos enquanto as baterias evoluem, nós vamos usando.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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