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Rússia vence Guerra Nuclear Homeopática contra os EUA

Poucas pessoas foram tão eficientes na nobre e bíblica arte de transformar espadas em arados quanto Philip Sewell. Ele convenceu a Rússia a transformar urânio de 20 mil bombas nucleares em combustível e… vender para os EUA. Bem, aquele Urânio foi produzido pra ir parar nos EUA de qualquer jeito…

6 anos atrás

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Assista. Um filme com Batman e Lucius Fox tem que ser bom.

O mundo esteve à beira da destruição uma meia-dúzia de vezes a sério na Guerra Fria, e isso são as os casos que se tornaram públicos. HOJE estima-se um arsenal de 17.300 armas nucleares. Parece muito, mas esses números já foram bem piores. No auge do “conflito”, a União Soviética acumulou 45 mil ogivas, contra 35 mil dos EUA.

Quando o comunismo acabou, e a Rússia descobriu que não conseguia mais sobreviver com seu dinheiro de fantasia, a indústria de defesa foi sucateada, o que não foi nada legal, pois técnicos e cientistas sem salário, com armas nucleares na bancada são um prato cheio para terroristas, líderes megalomaníacos e qualquer um que queira colocar as mãos num brinquedo desses.

Com medo de que o estoque de material nuclear se extraviasse, Philip Sewell teve uma idéia, enquanto inspecionava instalações de desmontagem de armas nucleares na Rússia. Que tal em vez de armazenarem de qualquer jeito todo aquele urânio, gastando dinheiro que não tinham, os russos não VENDEREM o material pros EUA?

Foi uma looooonga negociação, mas no final o bom e velho pragmatismo russo venceu o igualmente bom e velho orgulho nacional. Não iriam bombardear mais os EUA de qualquer jeito, então se os americanos queriam tanto o material, que ficassem com ele.

O material das ogivas foi convertido em combustível para reatores nucleares, e vendido ao governo dos EUA, para em seguida ser revendido para as usinas nucleares do país. Repetindo a tradição bíblica de transformar espadas em arados, todo aquele urânio que deveria explodir sobre grandes cidades era usado para iluminá-las. Não em uma explosão cegante, mas com uma energia segura, eficiente e bem menos poluente que todas as outras fontes. Sim, moradores próximos de minas de carvão são expostos a mais radiação que quem vive ao lado de de usinas nucleares.

É como se ao invés de uma bomba, milhões delas, pequenininhas, explodissem de forma inofensiva. Para a suprema ironia e surpresa dos trabalhadores que criaram aquelas ogivas, elas acabaram mesmo sendo usadas nos EUA.

No total a USEC, empresa criada para gerenciar essa venda já negociou a entrega de 500 toneladas de combustível nuclear. Isso é o equivalente a 20 mil ogivas. UM sujeito com uma boa idéia sumiu com metade do arsenal nuclear da Terra. Os russos também estão felizes, faturaram US$ 17 bilhões vendendo algo que não queriam mais.

Fonte: NPR.

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