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Congresso dos EUA quer prorrogar lei que bane armas a prova de detectores de metal por mais 10 anos

Graças à histeria em torno das armas impressas em 3D, Congresso dos EUA espera estender lei que considera ilegais armas à prova de detectores de metal

6 anos atrás

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Quando a Liberator, a primeira arma 3D foi apresentada neste ano, foi um Deus nos acuda. O medo infundado de que todo mundo poderia fabricar uma igual em casa se instaurou na internet, quando a verdade é bem diferente. Convenhamos, por mais bem feitas que elas sejam ainda são de plástico, tendem a se desfazer após dois ou três tiros e são caras demais para serem produzidas, principalmente se compararmos com as artesanais - colocando na conta a AK-47 -, essas sim uma tradição mais do que estabelecida.

Porém histeria dá Ibope, gera pageviews e principalmente, pode ser utilizada politicamente. Os Estados Unidos possuem a Lei de Armas de Fogo Indetectáveis, que entrou em vigor em 1988 e considera ilegal qualquer arma que seja capaz de driblar um detector de metais, originalmente mirando em modelos feitos com cerâmica e plástico de forma manual. O grande problema é que ela vai expirar no próximo dia 9, e apesar de ter sido renovada duas vezes desde então, o interesse nela foi revivido devido a histeria pública - possibilidade de reverter isso em votos. A proposta visa estendê-la por mais dez anos e ainda que precise passar pelo Senado e ser sancionada pelo presidente Barack Obama, é fato que isso não chega a ser um problema.

Entretanto estender sua vigência não basta para alguns. O deputado Steve Israel apresentou uma proposta para modificar a lei, propondo que alguns componentes sejam obrigatoriamente metálicos e não-removíveis, tais como receiver, gatilho e tambor, dependendo do modelo da arma, se uma pistola ou uma espingarda. O único revés é que dado o tempo hábil para renovar a lei, é muito improvável que essas mudanças sejam inseridas agora.

Particularmente não creio que alguma coisa vá mudar. Armas 3D ainda permanecerão uma curiosidade, um hobby a ser praticado por poucos e que atraiu uma atenção da mídia desproporcional à suposta gravidade da situação. O fato de um bandido de quinta categoria conseguir forjar uma pistola simples com um torno, alicate e materiais de segunda deveria ser a verdadeira preocupação, mas como isso existe desde o início dos tempos, não chama atenção e obviamente, o combate a elas não rende votos.

Fonte: Mashable.

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