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HP expande linha Slate com três novos modelos equipados com chips Tegra

Tablets Slate 7 Extreme (baseado no Tegra Note) e 8 Pro possuem SoC Tegra 4; já modelo de entrada 7 Plus vem equipado com o problemático Tegra 3

6 anos atrás

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Aparentemente a HP fez direitinho com o Slate 7. Ele não é um hardware de ponta e não tenciona ser, mirando em quem gosta de consumir mídia e não o utiliza para trabalho. O problema é que a empresa perdeu o bonde. Por conta de seus erros passados com o Touchpad, a perfepção do cliente não mudou muito: mesmo com um corte de preço de 30 dólares e sendo vendido a US$ 139, ele não emplacou.

Agora a empresa resolveu apelar, e para isso abraçou o jeito Samsung de ser e atira para todos os lados, ou melhor, lança três produtos de uma vez, para modelos de clientes distintos: o Slate 7 Extreme, Slate 8 Pro e Slate 7 Plus, todos equipados com chips Tegra da nVidia, diferente do Slate 7 original que possuía um SoC da Rockchip.

Comecemos com o Slate 7 Extreme. Não se engane pelo nome, ele na verdade é o Tegra Note, seguindo o hardware de referência da nVidia e mantendo o preço baixo de US$ 199. Como a fabricante faz com suas placas de vídeo, ela fornece as especificações e os parceiros montam e renomeiam como desejarem. A Gradiente lançou o Note por aqui, custando R$ 999. Eu testei a variante nacional na BGS e ele é bem leve, com uma pegada firme e apesar de contar com apenas 1 GB de RAM, não engasga durante a execução de games, que é o foco dele.

Já o Slate 8 Pro, o outro tablet equipado com o Tegra 4 é essencialmente um copy-paste do visual do iPad Mini com boa parte dos features do Extreme: as diferenças ficam por conta das câmeras (8 e 3 megapixels contra 5 MP e VGA), display de 8 polegadas com resolução de 1600 × 1200 pixels (250 ppi) e uma bateria de 5.680 mAh contra a de 4.100 do Extreme, e por fim sistema de som Beats Audio. O preço de US$ 329 também não ajuda muito.

Por fim temos o Slate 7 Plus; ele é um tablet de entrada, o que pode ser atestado pelo preço de US$ 149 e o fato de vir equipado com um Tegra 3, para desespero do Laguna. O que não dá para entender é que considerando os problemas mais do que conhecidos da geração anterior dos SoCs da nVidia, lançar um tablet com esse processador parece um tiro de espingarda no pé. Ele é essencialmente o antigo Nexus 7, com a diferença óbvia de um display com resolução bem menor (1280 × 800 pixels, ou 216 ppi) e o fato de ter entrada para Micro-SD.

Todos os modelos vem com o Android 4.2.2 Jelly Bean instalado, o que é questionável a essa altura do campeonato: com o 4.4 KitKat na pista, o mais certo seria que os novos tablets fossem lançados ao menos com o Android 4.3. Eles já podem ser adquiridos no site da HP e em lojas nos Estados Unidos, e por enquanto não há nehuma palavra de quando chegarão no Brasil; o Slate 7 original levou quatro meses para desembarcar aqui.

Fonte: Ars Technica.

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