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Intel vai fabricar processadores ARM, mas eles não serão para o seu bico

Parceria entre Intel e Altera vai produzir chips com arquitetura ARM para aplicações militares, sistemas de comunicação e equipamentos médicos

6 anos atrás

Altera Stratix IV

A Intel não é chamada de "Chipzilla" à toa: ela é a principal fabricante de processadores do mundo e referência quando o assunto é alta performance. Entretanto, a arquitetura ARM está indo de vento em popa, principalmente com o advento da cena mobile. A Qualcomm é um bom exemplo de processadores de qualidade, e depois da Apple atuchar um chip de 64 bits no iPhone 5s, muitos se perguntaram e a Intel não faria o mesmo.

Ontem a Altera anunciou que vai fornecer processadores ARM de 64 bits, mas a pegadinha é que a Intel é sua fabricante parceira desde setembro, quando assumiu a vaga da TSMC, portanto a gigante irá manufaturar os chips. Teria ela se rendido ao ARM?

Longe disso. Os planos da Intel para o mundo mobile ainda são os chips Atom, principalmente agora com o lançamento da família de SoCs Bay Trail, de 22 nanômetros. Os chips Stratix 10 da Altera serão produzidos com litogravura de 14 nm, porém não serão disponibilizados para o grande público: a empresa os fornecerá apenas para aplicações militares, equipamentos médicos e sistemas de comunicação de larga escala.

Mas por quê a Intel se daria a esse dissabor de fabricar chips de uma arquitetura rival? Foi especulado que a empresa tentaria absorver parte da produção de novos chips para iGadgets e livrar a Apple da Samsung de vez, mantendo apenas ela e a TSMC como fabricantes de chips, mas o buraco é um pouco mais embaixo: a Intel iniciou a construção de sua primeira fábrica que produzirá wafers de 450 mm, o que vai aumentar o seu rendimento. Chips Atom são bem menores que os tradicionais, então a empresa precisa fabricar algo mais para manter as fábricas a todo vapor. É uma questão operacional, até para manter o ritmo de produção.

Particularmente não acredito que a Intel abra mão do x86 em mobile. Deixar de controlar o processo de fabricação de seus chips em larga escala e passar a embutir tecnologia de terceiros não faz seu estilo. Entretanto, se ela conseguir produzir  chips em 14 nanômetros por um preço similar ou inferior ao que seus concorrentes conseguem com 20 nm, não seria uma má ideia produzir SoCs para esse ou aquele cliente de smartphones ou tablets, ainda que isso represente um bom ganho para a ARM.

Fonte: ET.

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