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Hovercraft made in Brazil. Ao contrário dos da Melhor Coréia, não é Photoshop [atualizado]

Coisas que a gente descobre por esse brasilzão de deus: um pessoal de Manaus construiu um hovercraft, inspirado por um documentário do Discovery, no tempo em que passavam ciências…

5 anos e meio atrás

[UPEDEITE:] Atualizado para incluir o segundo vídeo, que a anta que vos escreve conseguiu não postar

hovercraft

Essa é uma daquelas histórias que não acontecem mais, pois começou quando dois cidadãos assistiram a um documentário científico no Discovery Channel, que hoje prefere espalhar bobagens sobre pirâmides no Caribe.

Tudo começou no ano 2000, quando Abiatá Santana e Adimael Santana, ambos de Manaus assistiram um documentário sobre hovercrafts atravessando o Canal da Mancha. Eles acharam que a tecnologia seria ótima para a região, visto que o transporte fluvial é a única opção para a maior parte dos moradores, mas tem a desvantagem de ser leeeeeento.

Sócios de um estaleiro em Manaus (não imagine nada como o da Hyundai) entraram em contato com o fabricante inglês, que cobrou US$ 1,5 milhão pelos planos. Conta o Adimael que o gringo ainda cantou de galo. Avisou que vários tentaram construir hovercrafts por conta própria e não deu certo.

Eles não deram muita bola, enfiaram a cara e no melhor estilo “não sabiam que era impossível, então foram lá e fizeram” estudaram o material disponível na Internet, aplicaram anos de conhecimento de engenharia naval e chegaram a um protótipo, o Amazônia, que você vê aqui:

O modelo final atingirá 80 km/h, terá 17 toneladas (contra 30 de uma embarcação convencional equivalente) e levará 140 passageiros. Se tudo der certo os custos do transporte de cargas e passageiros cairão incrivelmente, o que é excelente para a integração regional, turismo e defesa, pois o Exército não será burro de não adquirir algumas unidades.

Aqui o segundo protótipo, dá pra ver que já evoluíram bastante.

Não é questão de ufanismo, não importa a nacionalidade, o que tem que ser comemorado aqui é a inventividade, a curiosidade e o empreendedorismo dos criadores do Amazônia. É gente eternamente insatisfeita, que não aceita um “não é possível” como resposta.

Esse é o tipo de gente que traz a Apollo XIII de volta pra casa.

Fonte: IS.

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